Vale a pena ser feliz

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

As faces de Elymar Santos



Elymar Santos é um desses artistas que tem algo especial na sua trajetória. Gosto sim, gosto dele desde a época que, corajosamente, vendeu tudo que tinha e alugou o Canecão para a sua primeira estréia de grande porte. Ele próprio se alugou para se fazer conhecido.

Ao lado de voz forte e com vieses dramáticos, o que mais fascina nele é a sua energia, a sua comunicação com o público. Não é a toa qua Chico Anisio o definiu como o maior cantor de palco deste país.

Esta semana vivi uma experiência de assisitr a um show de Elymas Santos. Interessante que, embora acompanhe a sua carreira, nunca tenha visto esse cantor ao vivo apesar de suas muitas apresentações. Tomo conhecimento de seus shows através de dvds, os quais possuo e tenho prazer em assisti-los.

Enfim, este foi o primeiro show que assisto dele, realizado num congresso nas Termas dos Laranjais, em Olimpia, SP. Elymar sabe fazer o público receber uma carga de energia usando sua interpretação e às vezes as letras com grande sentido, fazendo-se valer de pausas, silêncios e sorrisos matreiros ao lado da sua bonita voz forte.E assim ele sabe valorizar o que diz ao cantar.
O público percebe como ele deixa escapar que ama cantar, que ama o que faz e delira diante das emoções abertas da troca mágica indispensável à comunicação. É impressionante... e isso para uma platéia conservadora que no entanto capta a solidariedade do artista com o lado 'rebelde' que nele exala ao mostrar que, cantando, o amor aflora e a vontade de viver plenamente brota de forma espontânea. O público se identifica com algo de mistério que envolve o cantor.


Elymar não é apreciado pela 'intelectualidade' que não sabe avaliar o talento genuino de um artista que é formado com os ingredientes do povo de onde ele proveio. Há uma tendência de carimbá-lo como brega, mas na verdade ele canta o que lhe é bonito, independentemente das amarras elitizantes. Assim ele canta Pixinguinha, Cazuza, Ari Barroso, Peninha, Chico Buarque, Maysa, Dolores Duran, Evaldo Gouveia, Miltom Nascimento, Paulo Sergio Valle e outros. Seu estilo é ter liberdade para cantar o que quer.

O seu repertório assim é intelectualizado, pois é riquíssimo abrangendo várias linhas da música brasileira e latina, e que são traduzidas para o seu público de maneira clara no seu modo de interpretar que ninguem imita.

Nos seus shows, ele demonstra ser uma pessoa generosa, que sente solidariedade por astistas esquecidos ou não reconhecidos. Então, em seus espetáculos com multidões, ele abriga artistas convidados resgatando a memória e o respeito do público para os mesmos.

Às vezes, dizem que ele é um cantor de motel, que gosta de cantar o amor ao sexo, usando imagens verbais muito claras para insinuar a união carnal. E daí? Isso não é vida? Não é bonito o amor?

Elymar Santos irradia uma luz que não dá para explicar. Obrigada Elymar por você valer a pena.


E para completar deixo os links da entrevista de Elymar no Jô Soares, de 2008.

http://www.youtube.com/watch?v=994reW-9B6g&feature=related">
http://www.youtube.com/watch?v=h6DQLWjC7Lg">
http://www.youtube.com/watch?v=ajoTgJRzzpE">
http://www.youtube.com/watch?v=9k8yU8zL8Gw
http://www.youtube.com/watch?v=Y17HYV5LBhU&feature=related


Levic

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Tony Ramos está cada vez melhor!



Tony Ramos está cada vez melhor! Sempre vale a pena acompanhar as suas atuações seja em filmes ou em telenovelas, onde ele está com maior frequência. Nem importa, na verdade, o tipo de programa que se assiste porque o importante é ver seu modo genuino de desempenhar os diversos papéis a ele destinados como ator.

Tony Ramos chama-se Antonio de Carvalho Barbosa. Nasceu no estado do Paraná, na cidade de Arapongas a 25 de agosto de 1948. Filho do primeiro casamento de Maria Antonia e Paulo, Tony foi um menino normal, tranquilo, que gostava de futebol, até que veio para São Paulo, com seus familiares e foram morar na cidade de Ourinhos. Aí sua mãe começou a lecionar, e foi por isso, para poder melhorar de posição, que resolveu vir com a família para a capital paulista. E foi aqui que Tony assistiu pela primeira vez a televisão, e se encantou com ela. Aos 16 anos, o jovem estudante de filosofia se encantou com um programa da TV Tupi chamado Novos em Foco, que apresentava pequenos quadros cômicos. Decidiu fazer um teste e passou a se apresentar na atração. Não demorou para que fosse convidado a fazer uma ponta numa novela com Juca de Oliveira. Seu primeiro papel foi de um garoto, filho de Vida Alves e Juca de Oliveira, na novela: “A outra”.

E daí pra frente só foi sucesso atrás de sucesso. Participou das novelas “Irmãos Corsos”, “O amor tem cara de mulher”, “Os rebeldes” , “As bruxas” , “Vitória Bonelli”, “A viagem” , “Os inocentes”, todas ainda na TV Tupi.

Nessa mesma época participou também de projetos especiais, como: “Galileu Galilei” e outros.

Depois, o Tony passou para TV Globo e lá ficou até hoje. A primeira novela que participou na nova emissora em 1977, foi “Espelho Mágico”. Depois, “O Astro”, “Pai Heroi”, “Chega Mais”, “Baila Comigo”, “Champagne”, “Livre para Voar”, “Selva de Pedra”, “Bebê à bordo”, “A próxima vítima”, “Anjo de mim”, "Caminho das Indias" e esta última "Passione".

Fez também miniséries da maior importância, como “Grandes Sertões, Veredas”, inspirado no livro de Guimarães Rosa, e na direção de Walter Avancini, que o considerou magistral.

No teatro fez: “Quando as máquinas param”, “Pequenos assassinatos”, “Grito de liberdade” e ainda, com muito sucesso, fez um musical em que cantava e dançava, sobre a direção de Abelardo Figueiredo, que adorou Tony Ramos.

Trabalhou também em cinema, nos filmes: “O pequeno mundo de Marcos”, “Os diabólicos herdeiros”, “Pequeno dicionário amoroso”, “Noites de verão”, e "Se eu fosse você" e "Se eu fosse você 2" onde atua fazendo um papel feminino com a maior desenvoltura ao mesmo tempo que encarnava um papel masculino também.Vale ainda lembrar sua faceta de apresentador dentro da TV Globo.


Para mim, Tony é o que mais sabe se transformar nos diversos papéis entre os nossos atores.Ele consegue interpretar com igual maestria ricos, pobres, gregos, empresários, indianos e italianos, com uma vitalidade e virtuosismo que a cada interpretação dou sempre uma salva de palmas. E agora, no personagem de Totó de Passione ele consegue passar toda a verdade de um homem de meia idade submetido a uma paixão arrebatadora por alguém mais jovem - a Clara, de Mariana Ximenes.


Por seus gestos e atitudes ele nem precisava falar nada, pois ao assumir um ato sua feições mudam, seu ohar se transforma e sua voz ganha diferentes dimensões, e ganhamos nós, que temos o privilégio de vê-lo em nossas casas, todas as noites.



Admiro o Tony Ramos desde os tempos remotos e sempre fiquei fascinada por ele como artista e também como pessoa, sobretudo a sua postura com o público e seu relacionamento profissional e familiar. Está casado com Lidiane Barbosa há 30 anos e isso para artista é demais!

Todos, diretores e autores, com os quais trabalhou, teceram sobre ele, os maiores elogios. E estes foram muito importantes, como: Daniel Filho, Ivani Ribeiro, Janete Clair, Walter Negrão, Walter George Durst, e muitos outros. Tony, sempre elogiado, sempre cotado, sempre prestigiado. Como prestigiado foi em teatro, nas várias vezes em que atuou.




Não foi a toa que Tony Ramos recebeu o prêmio de melhor ator durante a cerimônia de entrega do prêmio “Tudo de Bom”, promovido pelo jornal “O Dia”, numa festa que reuniu famosos na noite de quarta-feira ,1° de setembro de 2010, no Rio de Janeiro.





Numa entrevista ele declarou:"Sou um homem que adora a vida e que diz a si próprio: Viver vale a pena. E como vale ! ”.
Diante disso, eu só posso dizer que Tony é um homem que engrandece, um homem “cheio de luz”, que vale a pena aplaudi-lo de pé!


Levic

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

O gostinho francês de ser criança

Há muito tempo eu não vejo um filme tão sensível e pueril como o que eu indico hoje que vale a pena assistir, que é O Pequeno Nicolau (Le Petit Nicolas). Como vale a pena também se deleitar com a abertura do filme, animada por Sempé. Aliás o roteiro é baseado em “Le Petit Nicolas” , livro de 1959 de Jean-Jacques Sampé e René Goscinny.

Estreou ano passado na França e foi recorde de bilheteria por lá, e por aqui chegou como destaque do último Festival Varilux de cinema francês, tornando-se um dos maiores sucessos nas férias de julho, sucesso que dura até hoje em vários cinemas. O garoto Nicolas é personagem conhecido e querido da infância francesa, e ele e seus amigos retratam uma infância ingênua e sincera mas muito divertida, que é uma delícia de se assistir!

A história do filme é baseada no primeiro livro da série, "O Pequeno Nicolau volta às aulas", mas o roteiro foi feito a três mãos, por Laurent Tirard, Grégoire Vigneron e Alain Chabat. Sempé ajudou na roteirização, assim com a filha de Goscinny, Anne Goscinny, que só aceitou imortalizar o livro na tela do cinema após a promessa de que ele seria totalmente fiel à série de livros.

"Le petit Nicolas" - O pequeno Nicolau - é uma série francesa de livros (História em Quadrinhos) infantis, publicada entre 1956 e 1964. A série retrata o mundo visto por um garotinho inocente - o Nicolau, que não entende a reação dos adultos, agindo pela sua lógica infantil e quando os seus pais ralham com ele, desata logo a chorar! A série do Pequeno Nicolau contém 5 títulos: O Pequeno Nicolau; As Férias do Pequeno Nicolau; Novas Aventuras do Pequeno Nicolau; O Pequeno Nicolau e seus Colegas e O Pequeno Nicolau no Recreio.

O filme, eu diria que é despretensioso, pois mostra o cotidiano de um grupo de meninos em um colégio francês dos anos 50. Assim como nos livros, todos os amigos de Nicolas tem uma peculiaridade. Clotaire tem dificuldades de aprendizado e já está acostumado a ser repreendido pela professora; Alceste é o menino gordinho que come tudo o que vê pela frente; Geoffrey, um menino rico mas que não tem a atenção dos pais; Eudes, o "cdf" que dedura os colegas e que ninguém pode bater porque usa óculos. Esse universo infantil criado por Renné Goscinny (mais conhecido no mundo por Asterix que é de fato uma criação incrível, como também de Lucky Luke, quadrinho sobre um cowboy solitário do velho oeste) e imortalizado pelo desenhos de Jean-Jacques Sempé é um universo vivo em nossas lembranças, pois Nicolau é aquele menino que representa um pouquinho de todos nós.

Continuo dizendo que há muito tempo um filme não me fazia chorar de tanto rir quanto esse, e de uma maneira simples e eficiente,oferecendo um mundo povoado pela doçura e inocência do olhar infantil. É muito bom em diversos sentidos: trata das aventuras de crianças que vivem e olham o mundo com o olhar de crianças, as situações entre os adultos que são entendidas pelos adultos não deixam de ser divertidas, a fotografia e adaptação de época para a década de 1950 são excelentes e a trilha sonora sensacional de Klaus Baudet.

No final, fica aquele gostinho de como é bom ser criança e ter a felicidade dessa fase da vida. Assim o filme mostra Nicolau: um menino alegre, feliz, com muitos amigos no colégio que frequenta. Um dia, ao escutar uma conversa de seus pais, ele interpreta que irá ganhar um irmãozinho. Muito impressionado com a história do "Pequeno Polegar", o garoto acredita que seus pais não lhe amarão mais, e que irão abandoná-lo em uma floresta. Apavorado, ele pede ajuda aos seus inseparáveis amigos. Juntos, eles armam planos mirabolantes para ajudar Nicolas a agradar seus pais, e livrar-se do bebê assim que ele nascer.

Em um dado momento do filme as crianças inventam uma forma de ganhar dinheiro fácil para custear um perigoso projeto: copiar a poção mágica de Asterix e vender para seus colegas, afirmando que eles ficarão tão fortes quanto o personagem da revista em quadrinhos. Este pequeno trecho dá uma boa idéia do estilo de humor inocente utilizado pelo filme e também coloca lado a lado os dois personagens mais conhecidos de René Goscinny, o Petit Nicolas e o simpático gaulês Asterix.


Outro aspecto que salta aos olhos é a belissíma direção de arte, que mantém todo o espírito da obra de Goscinny e consegue criar umabela Paris e seus arredores dos anos 50 de maneira lúdica, nos remetendo um pouco aquela estética da Paris de Jacques Tati com seu inesquecível Monsieur Hulot.

O humor colocado no filme Mon Oncle, novamente, nos vem a lembrança diante das tramas envolvidas neste outro filme indicado. E eu fico pensando: como se faz um enredo tão pueril se tornar tão atraente e envolvente, a ponto de guardar os momentos com uma doce lembrança de provocar sorriso nos lábios? Qual é a genialidade que permite isso? Somente o cinema francês é capaz de tratar a história com humor sem cair no enfado de tantos outros filmes de comédia. Exagero?

E porque é uma produção francesa o filme está apenas no circuito de sala de arte, onde quase as crianças não comparecem. Só porque é europeu, ou asiático não merece estar nas grandes salas? Com isso todos perdem. Enfim, melhor eu parar por aqui…

Vale a pena dizer: o filme é maravilhoso!



Levic

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Dois ballets diferentes!


Voltei depois de um longo tempo. E voltei para falar que esta semana fui premiada com dois espetáculos que valem a pena ver, assistir, aplaudir e recomendar. Estou falando de dois ballets: um deles, embora inovador e criativo, permanece com coreografias já consagradas e o outro é a apresentação de uma coreografia bem moderna e acrobática. Estou falando de Trocadero e Déborah Colker.

O Teatro Municipal do Rio de Janeiro apresentou uma companhia de ballet um tanto diferente, onde o que se vê são homens dançando como se fossem esbeltas bailarinas. É a companhia ‘Les Ballets Trockadero de Monte Carlo’ que surgiu há 36 anos com a proposta de dar um novo panorama de humor ao cenário da dança.



De volta ao nosso país esta companhia, que seduziu o mundo de forma genial, mostra um grupo de bailarinas “diferentes” que juntam no palco técnica perfeita e humor. No elenco apenas homens, no repertório as principais peças do repertório clássico mundial, e a proposta: fazer graça com a arte do balé, mas mostrando, ao mesmo tempo, uma técnica impecável.

Em sua história a companhia se firmou no cenário artístico internacional, apresentando-se em festivais e turnês por todo o mundo, conquistando prêmios e o respeito da crítica especializada internacional.

“Elas” dançam nas pontas dos pés e, se vistas de perfil, revelam pomos de adão e um semblante um tanto diferente para quem se acostumou com as delicadas bailarinas. Com pêlos debaixo do braço e vestindo tutus, sapatilhas de pontas, coques aplicados no cabelo trazem ao palco a proposta de dançar bem e apresentar um ballet muito engraçado. Mesmo com estaturas mais altas que o normal das mulheres, e deixando a desejar no quesito beleza e graciosidade, dançam com passos jocosos ou movimentos desastrosos como quedas, distrações na coordenção ou até erros imperdoáveis em bailarinas. Mas isso tudo com tal precisão que somente quem sabe muito do riscado consegue'errar' tão prontamente.

Mas o que mais surpreende é assistir aos clássicos da dança de uma forma nunca vista antes. É esse contraste, aliado a uma técnica impecável, que faz do espetáculo ser um sucesso. Assim, então no palco, os integrantes exageram os passos, derrubam-se uns aos outros e abusam dos clichês da dança clássica, levando o público a gargalhadas constantes.
Eu soube que os Trocks, como são carinhosamente conhecidos, rapidamente obtiveram crítica positiva e se estabeleceram como um fenômeno mundial de proporções alucinantes. No Rio, os dezesseis “trocks” exibem com rigor técnico as coreografias Les Sylphides, com trilha de Chopin, La Vivandière, com músicas de Cesare Pugni, e As Bodas de Raymonda, clássico do Kiev embalado por temas de Alexander Glazunov.

A história desta companhia de ballet remonta desde 1974 onde um grupo de entusiastas da dança clássica fundam a companhia com a finalidade de realizar uma paródia travestida das formas tradicionais do balé clássico. A companhia norte-americana formada exclusivamente por homens começou no circuito off-Broadway e hoje é um fenômeno mundial. Já se apresentou em festivais de dança na Holanda, Madri, Montreal, Nova Iorque, Paris, Turim e Viena, além de ter recebido prêmios como o Repertório Destacado da Associação dos Críticos de Dança de Londres (Dance Critics Award).

Quem gosta de balé não pode perder este espetáculo.



Mas, nós temos também a Deborah Colker que está apresentando no Teatro João Caetano, no Rio, o espetáculo "Quatro por Quatro" que é simplesmente divino em sua proposta inovadora. Quem já assistiu a uma montagem da coreógrafa e bailarina carioca, Deborah Colker, sabe que ali tem coração, tem alma. Não é à toa que ela foi a primeira mulher e brasileira a ser convidada a criar um show do Cirque du Soleil.


O espetáculo 4x4 da Deborah Colker é de deixar a gente em transe com aqueles movimentos impossíveis de fazer, exceto se tratando dos bailarinos dessa companhia. A coreografia faz uma homenagem às artes plásticas e inspiradas nas obras de artistas brasileiros de épocas e focos diferentes que se transformam em dança graças à curadoria de Deborah Colker. “Cantos” (baseado em Cildo Meireles), “Mesa” (grupo Chelpa Ferro), “Povinho” (Victor Arruda) e “Vasos” (Gringo Cardia), mostram criação de movimentos sincronizados a músicas totalmente contextualizadas a cada ato em cenas mágicas!

Durante o espetáculo a própria Deborah Colker interpreta uma sonata de Mozart ao piano enquanto duas bailarinas ("As Meninas") dançam e mais de 90 vasos de "porcelana" vão sendo distribuídos no palco para depois apresentar a dança"Os Vasos".


Gente é de chorar de emoção com tanta delicadeza!

Levic

sábado, 17 de abril de 2010

Você gosta de jazz?




É um jazz com uma mistura, mas que vale a pena. Ah! mas como vale a pena!

Descobri este trio por acaso e fiquei fanzoca deles. É um trio que reune músicos importantes e
proeminentes da cena do flamenco espanhol. Carles Benavent, Tino Geraldo Di e Jorge Pardo são os alicerces sobre os quais repousa o som New Flamenco.

Através de seu trabalho em inúmeras gravações e shows, não só com Paco de Lucía e Camarón, mas também com Miles Davis, Quincy Jones e Chick Corea, eles criaram uma linguagem musical que mostra bem a sua face bonita e harmoniosa, numa extraordinária fusão entre música flamenca ao conceito de jazz.


O trio deriva do projeto antes de Benevant e Pardo, um sexteto que forjou seu próprio caminho na história do novo flamenco e culminou no verão de 98, após uma turnê enorme que os levou através de todos os grandes festivais de jazz. Foi neste sexteto que, como um fato histórico, a improvisação ocorreu ao longo dos quadros rítmicos do flamenco com a mistura " jazzy".

O seu CD "El Concierto de Sevilla", que foi gravado durante dois shows no Teatro Central, em Sevilha, em dezembro de 1999, evidencia os seus trabalhos individuais e a criação de uma extraordinária combinação de jazz, flamenco e a música mediterrânica. O outro CD é o
"Sin precedentes", que inclui faixas originais onde mostram maturidade e cumplicidade adquirida ao longo de muitos anos juntos e muitos shows ao redor do mundo.

Aqui está um trio maravilhoso que eu gostaria que houvesse mais como esses por aí. Jorge Pardo na flauta e sax é acompanhado por Carles Benavent com seu som característico no baixo e Tino di Geraldo na bateria e tambores.




Espero que esta novidade para mim tenha agradado também a você.

Levic

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

É algo indescritível...

Desde que tomei conhecimento do Cirque du Soleil na ocasião de sua apresentação de "Os Saltimbancos", que minha paixão por suas atividades tomaram conta de mim durante algum tempo e fui impelida a adquirir todos os dvds de shows, documentários e livros. No espetáculo ria e chorava de emoção ante tudo que ia passando no picadeiro. Nele, homens e mulheres desafiavam os limites dos próprios corpos e da lei da gravidade. Isso para mim é de uma beleza imensa!
Ao longo da sua evolução, o Cirque du Soleil optou por se envolver com os seres humanos e as coletividades, e atuar junto de um número cada vez maior de pessoas com o objetivo de ajudar a melhorar a qualidade de vida de todos os seres humanos.O Cirque du Soleil procura conduzir-se de maneira a respeitar seus funcionários, parceiros, clientes, vizinhos e o meio ambiente, bem como as leis e culturas de todos os lugares onde está presente.

Na realização de seus sonhos e nas suas atividades práticas, o Cirque du Soleil deseja posicionar-se na comunidade como um agente de mudança responsável. Este compromisso com a responsabilidade social é central para as estratégias de negócio e os métodos de gestão da organização.

Enfim, este circo é uma proposta de vida toda especial, onde todos os artistas têm que saber o que o outro faz e aprender um pouco da especialidade de cada companheiro seu. Isto é fantástico porque todos se encontram no mesmo nível. E até os empregados de suporte também são artistas e as tarefas diárias do circo são em sistema de rodízio, onde todos podem participar de tudo. Bem, ao lado disso o espetáculo é sempre cuidadoso nos números apresentados, nas fantasias, na maquiagem, no sistema de troca de números e até nas palhaçadas.

O Cirque du Soleil começou quando um grupo de artistas de rua no Quebec (Canadá) decidiu criar uma nova maneira de exprimir a paixão do grupo pelas artes circenses. Sob a direção de Guy Laliberté, o Cirque du Soleil usou a sua paixão pela criatividade e pela inovação para redefinir a paisagem do entretenimento e maravilhar espectadores do mundo inteiro.A empresa conta com quase 4000 funcionários, de 40 países diferentes, incluindo 1000 artistas.



Depois de turnês em seis cidades brasileiras (Fortaleza, Recife/Olinda, Salvador, Brasília, Belo Horizonte, e Pinhais/Curitiba), chegou ao Rio para eu me deleitar com QUIDAM. O que significa esse nome e qual o enredo desse espetáculo?Copiei do encarte de propaganda do próprio Cirque du Soleil e repasso para vocês.



"Um transeunte sem nome, uma figura solitária numa esquina, uma pessoa passando apressadamente. Poderia ser qualquer um. Alguém chegando, partindo, vivendo na nossa sociedade anônima. Um elemento na multidão, um entre a maioria silenciosa. Aquele dentro de nós que grita, canta e sonha. É este o "quidam" que o Cirque du Soleil celebra.

Quidam, dirigido por Franco Dragone, transforma um mundo anônimo num espaço de esperança e de relacionamentos.Com mais de 50 artistas de mais de dez países, esta produção é uma excitante combinação de arte acrobática, maestria técnica, criações extravagantes e uma inspiração musical excepcional, harmoniosamente entrelaçadas por um fio emocional dramático. Realmente, a música criada por Benoît Jutras é de uma beleza imensa, indo buscar as imensidões da alma humana.

Quidam, com toda a certeza, foi uma das coisas mais maravilhosas que eu ja vi na minha vida. Foram duas horas em que ou fiquei de queixo caido ou dei altas gargalhadas ou me deliciei com as músicas ou acompanhei com entusiasmo a evolução do enredo ou posicionei cada personagem com o seu valor metafórico. Os personagens são muito interessantes.

Os limites humanos superados em cada sessão. Força, equilíbrio e habilidade, tornam o espetáculo "Quidam" empolgante e alucinante. Momentos incríveis são vividos no Cirque du Soleil

Levic .

sábado, 16 de janeiro de 2010

Um filme maravilhoso...Vale a pena



Vale a pena ver o filme "Seraphine"."Séraphine" é um dos grandes fenômenos do recente cinema francês — um retrato íntimo de uma pintora que simboliza uma certa arte naïf da primeira metade do século XX.

O filme é de Martin Provost, que foi o grande vencedor do César, o Oscar do cinema francês.




“Seraphine” narra a extraordinária vida da francesa Seraphine de Senlis, uma mulher nascida em 1864 que foi empregada doméstica antes de se transformar em pintora e submergir-se na loucura. O longa ganhou também os prêmios de melhor atriz para Yolanda Moreau, assim como de melhor roteiro original, fotografia, trilha sonora, figurino e cenário. Enfim, o filme é comovente e de uma ternura que escapa pelas fotografias e nos poucos diálogos proferidos pela protagonista. Assim é "Séraphine", sobre Séraphine de Senlis (1864-1942), referência lendária de uma pintora francesa no estilo primitivo (naïf ) e também alguém cuja existência foi toda ela marcada pela ameaça da loucura.

Autodidata, ela foi inspirada por imagens religiosas. Seus motivos decorativos repetiu seus quadros cheios de luz e cor, às vezes são interpretados como um reflexo de seu estado psicológico de êxtase.

Uma mulher do campo, Seraphine presta serviços desde jovem em um convento de Senlis, e em famílias de classe média.

Em seus raros momentos livres, ela anda na natureza, mergulha as mãos na água gelada de rios, contempla o entardecer, ou sobe em árvores, como se fizesse parte da mesma. Um dia, com 42 anos, Seraphine, cuja fé cristã se voltou para o misticismo, ouve uma voz que que lhe manda fazer pinturas. Ela diz:" Minha pintura vem de cima ". Ela é uma artista ocupada pela Virgem e pela natureza, árvores, flores.

Suas primeiras pinturas, naturezas mortas, tropeçam nas mãos do colecionador alemão Wilhelm Uhde, um amigo de Picasso e Braque, com quem ela mantém relacionamentos.

Surpreso com a intensidade que emerge dessa expressão do primitivismo moderno, a encoraja a pintar cada vez mais.


Durante a Primeira Guerra Mundial, Wilhelm Uhde teve que fugir da França, perdendo o contato com Seraphine. No seu regresso em 1927, ele a encontra e organiza exposições, trazendo a história de obras que provavelmente teriam sido esquecidas. Mas Seraphine cai gradualmente à loucura.

Martin Provost conseguiu, assim, um filme digno de toda uma nobre tradição francesa em que o cinema se afirma como modo privilegiado de contemplação do universo da pintura, lembremos o genial "Van Gogh" (1991), de Maurice Pialat.

Eu queria compartilhar com vocês algumas das pinturas de Seraphine Louis (1864-1942).



Levic

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Vale a pena ver o trabalho deste caricaturista

Se há alguma coisa que muito admiro é o trabalho artístico de um caricaturista, que tem com traços simples e siginificativos, com boa dose de humor, retratar o que pretende com uma visão global do assunto ou objeto. É o caso deste artista cujo blog é http://cristovaovillela.blogspot.com/

Minha foto
Cristóvão Villela Caricaturista
Sou designer, desenhista industrial,comunicador visual, chargista e caricaturista. Faço desenhos animados, logotipos e outros afins.

Acho que vale a pena dar uma olhada nele. Vale a pena!

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Adoro as minisséries

Se há alguma coisa que eu adoro é assistir as minisséries da televisão. Tenho todas em dvds para rever sempre que sentir aquela emoção primeira da primeira vez. E agora, fico mais entusiasmada, ainda, com a minisséire Dalva e Herivelto, principalmente porque é de Adelaide Amaral e depois senti alegria com a volta de Fábio Assunção, que venceu uma batalha muito difícil. E falar de Dalva de Oliveira, uma das melhores cantoras que o nosso país pode contar é admirável. Estou lançando a maior expectativa, esperando uma boa história contada sobre um casal apaixonado e desencontrado na vida, no meio de uma vida artística criativa e tumultuada.

Uma entrevista com Fábio Assunção acho que vale a pena, no momento, para uma reflexão sobre este domínio da droga nos dias atuais. Torço muito por ele.



Dalva de Oliveira preencheu o meu mundo no painel da era do rádio, que nas décadas de 1940 e 50 atraía multidões no Brasil com a mesma força da televisão de hoje. A história da união de Dalva de Oliveira e Herivelto Martins é tão intensa que eu me pergunto se cinco capítulos darão conta do recado, inda mais que vai explorar não só a parceria musical, mas também - e, principalmente - todos os conflitos que marcaram a trajetória do casal.

Dalva e Herivelto se atacaram a partir de músicas , que criaram verdadeiras réplicas musicais e muito foi escrito no Diário da Noite, famoso jornal da época sobre a cantora. Enfim, uma vida íntima bem pública de amor e ódio, que somente os amargurados apaixonados sabem fazer. As brigas do casal foram tão intensas que eles chegaram a perder a guarda dos filhos:eles foram colocados em um internato.

Pery Ribeiro, fruto do conturbado casamento dos músicos, organiza um megashow que passará por Rio e por São Paulo com o repertório dos pais.

No mais, vamos esperar para ver. Mas de antemão eu acho que vai valer a pena. E para relembrar, deixo este vídeo.



Levic