Vale a pena ser feliz

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domingo, 9 de agosto de 2009

A Sétima Arte vale a pena !

"O cinema não tem fronteiras nem limites. É um fluxo constante de sonho". Orson Welles.



Começa hoje, neste domingo, a 37º edição do Festival de Cinema de Gramado, até o dia 14 de agosto, onde serão exibidos no Palácio dos Festivais trabalhos brasileiros e latinos, todos na disputa pelos troféus Kikitos, que serão entregues no sábado.

A organização do festival admite que, ao mesmo tempo em que
privilegia na competição os chamados “filmes de arte”, encoraja o público a ver de perto os artistas que vêem nas telas do cinema, na televisão e capas de revista.

E assim mais um festival, dentre os vários que se realizam pelo mundo, para avaliar, incentivar, descobrir, ressuscitar e participar das novidades desta arte maravilhosa que constitui a chamada sétima arte.


O cinema é considerado a sétima arte e, sendo assim , eu e, acredito que várias pessoas, questionamos quais seriam as outras seis. Diante de um possível emaranhado de respostas vindas do mundo artístico, uma coisa é inegável: antes do aparecimento do cinema eram reconhecidas seis artes. São elas: a música, a dança, a pintura, a escultura, a literatura e o teatro.

Apesar do cinema ser considerado a sétima, não existe uma ordem exata a ser seguida em questão das outras artes, mas a maioria das pessoas concorda com esta hierarquia,(apenas o cinema ocupa uma posição conhecida, a sétima), no entanto cada pessoa pode tentar ordená-las.

Para mim a música é a primeira, pois desde os primórdios do ser humano, ela é expressada no ritmo e na mensagem. A dança é praticamente indissociável da música, e daí concordo que ocupe o segundo lugar.

Como as formas de expressão, com o surgimento do homem das cavernas, ou seja o ‘homo sapiens’ , eram na maioria as formas tácteis surgiram daí a as artes chamadas de pintura e a de escultura. A constatação é verificada nas peculiares pinturas feitas pelos primatas.

Na quinta e sexta posições teremos a literatura e o teatro, respectivamente. A sétima arte é o cinema. As outras formas expressivas também consideradas artes que foram posteriormente adicionadas são: a fotografia, a arte seqüencial ou banda desenhada ou quadrinhos, jogos de computador e de vídeo e como décima primeira a arte digital (integra as artes gráficas computadorizadas 2D, 3D e programação).

Essa ordenação das artes, entretanto, gerou uma estranha e até absurda constatação. A oitava e a nona artes são respectivamente, a fotografia e a banda desenhada (o que a gente chama aqui de quadrinhos). Mas como poderá a fotografia estar após o cinema, se este surgiu por curiosidade para dar movimento às fotografias? Mostra-se assim que não é simplesmente cronológica a classificação. Mas é dessa ordem que vem o emaranhado de opiniões artísticas, que não vale a pena entrar na questão.

A arte é um dos pilares da cultura mais antiga e praticada pela humanidade. Está em tudo e em todos os lugares ao nosso redor. Cada arte tem suas diversas maneiras de serem expressadas e todas contribuíram para o desenvolvimento da história e do ser humano.

Conceituar arte é difícil. Mas uma coisa que se entende é que é através dela que são expressadas as mais diversas emoções e que estas nos atingem direta ou indiretamente, muitas vezes sem entender o porquê conscientemente, mas com a emoção saltando pelo nosso corpo.

Eu gosto de todas as artes, cada uma com sua respectiva função causando sua magia nas pessoas. Entretanto, tenho uma disfarçada predileção pelo cinema, esta arte que nos tranposta numa sala escura para uma outra dimensão e somos inebriados por todas aquelas imagens e sons, universos de sonhos e ilusões. E aí a verdadeira imagem artística surge dentro de cada um de nós e dialoga todo o tempo com o nosso inconsciente, criando as nossas interpretações. Existe coisa mais linda do que essa?

O cinema é uma arte jovem, dos tempos modernos. Seu desenvolvilmento foi rápido em comparação às outras artes, que se tem registro desde a antiguidade.

Em traços rápidos podemos estabelecer três fases para o cinema:a estática, a de movimento e a de movimento com enredo.

O cinematógrafo foi inventado pelos irmãos Lumière para dar movimento às coisas paradas, dando assim a base realista do cinema que ora era criado. Depois surgiu a idéia de dar uma base fantasista e graças a George Méliès, em função da sua grande imaginação, a sétima arte tomou um novo rumo. A sua ideia era transformar os sonhos das pessoas em imagens animadas na grande tela. Isso foi um grande avanço para uma arte tão jovem.

Para completar a terceira fase dos pilares do cinema surgiu a inclusão do cômico, introduzindo um personagem com história. Entra , então, as idéias de Max Linder e Charles Chaplin, este confessando que seu grande mestre foi Linder.


Os filmes provocam os espectadores de diferentes formas, não apenas com as imagens, mas também com recursos como os figurinos, a cenografia, a música, os sons, os efeitos visuais, a computação gráfica, a atuação dos atores, a condução dos diretores, o empenho dos técnicos e, finalmente, com a capacidade dos roteiristas em criar histórias envolventes.


O cinema de alto nível nos estimula a pensar e, ao mesmo tempo, nos permite aprender de forma lúdica e prazerosa. É nesse ponto que os filmes se revestem de uma outra condição que é a de permitir, na tradução de suas mensagens, meios que nos proporcionam novas aprendizagens.

Deixo um presente que é a música cantada por Elis Regina, de João Bosco falando da magia do cinema - Bala com Bala.




Levic

sábado, 8 de agosto de 2009

Hare Baba! Bollywood vale a pena!


“Bollywood” é o termo usado para definir o cinema indiano, uma mistura de Bombaim - antigo nome da cidade de Mumbai, onde se concentra a indústria desse gênero no país – e Hollywood, a capital mundial do cinema.
Os filmes de Bollywood são específicos de apenas uma área e idioma, mas a popularidade desses filmes ao redor do mundo acabou fazendo com que esse termo representasse todo o cinema indiano.

Apesar de ser criticado por distorcer alguns valores culturais, o cinema de Bollywood concentra a maior parte dos lucros de todo o cinema indiano. Sua produção é a maior do mundo (cerca de 800 filmes por ano, só em longa-metragem) e é um raro caso onde os filmes nacionais ultrapassam as bilheterias de filmes estrangeiros.

No momento,o nosso país foi invadido por uma avalanche de informações sobre a cultura indiana, graças à nossa querida e amada televisão. Através da telinha, muitos brasileiros estão tendo o contato com uma cultura diferente, mas não totalmente desconhecida. E um dos principais atrativos indianos do século XXI continua desconhecido para os brasileiros, mesmo que seja um dos mercados mais lucrativos do país: o cinema indiano.

Apesar da indústria cinematográfica indiana estar em voga, resultado do sucesso de "Quem Quer Ser um Milionário?", os filmes bollywoodianos exaltam a riqueza. Já o vencedor do Oscar foi alvo de protestos pois retratou a miséria e a pobreza nas favelas de Mumbai.

O filme ("Slumdog Millionaire"), do britânico Danny Boyle, é o vencedor do Oscar 2009, mas não atraiu muito público no próprio país em que foi rodado, a Índia, que detesta que as câmeras enfoquem coisas como sua imensa pobreza, onde o título do filme na língua indiana foi traduzido para "O Cão das Favelas".

A Índia, com suas ambições de superpotência e muito orgulhosa de seu crescimento econômico, não gosta do que a imprensa chama de ‘ lucros da miséria’, em um país onde 455 milhões de habitantes sobrevivem com menos de 1,25 dólar por dia.

Só para entender o povo, em vez de ficar satisfeito pela vitória do filme, o representante de uma associação de habitantes de um subúrbio de Bihar (leste), Tapeshwar Vishwakarma, apresentou uma queixa contra o astro indiano Anil Kapoor e o compositor da música original, A.R. Rahman,( que aliás é linda) porque o filme é, a seu entender, uma violação dos direitos humanos e da dignidade dos pobres.

Apesar de estar há tanto tempo na produção cinematográfica, pois a Universal mantém uma agência de distribuição de filmes lá desde 1916, o mundo está apenas começando a descobrir o cinema na Índia.

Os anos 50 tiveram um significativo reconhecimento com os diretores Satyajit Ray e Mehboob Khan. Mas foi a partir do fim dos anos 80, quando o mundo conheceu Salaam Bombay! (1988), de Mira Nair, que o mercado internacional passou a voltar seus olhos para a Índia.

Desde então, Mira Nair fez carreira internacional, dirigindo filmes como Feira das Vaidades (2004) e voltando aos temas indianos como Um Casamento à Indiana (2001) e Nome de Família (2006). Outros nomes conhecidos da Índia são Shekhar Kapur, que dirigiu as duas partes de Elizabeth (1998 e 2007) e M. Night Shayamalan, nascido na Índia, mas criado nos EUA.

A Índia já foi indicada ao Oscar de melhor filme estrangeiro por 3 vezes: Em 1957, com Mother India (de Mehboob Khan), em 1988 com Salaam Bombay! (de Mira Nair) e em 2001 com Lagaan (de Ashutosh Gowariker).

Hoje podemos ver um ou outro personagem de características indianas figurando no cinema ocidental , mas a imensidão de títulos indianos ainda está distante de estar disponível no Brasil. No entanto, não é de se admirar que um país de mais de 1 bilhão de habitantes comece a dominar o mundo, pelo menos no que se refere ao cinema.

A grande massa de filmes de Bollywood, há de se supor, ao começar a ser exportada e chegar ao Brasil, resultará em menos espaços para os filmes europeus e brasileiros. O que é uma pena, visto que é questionável quanto destes filmes tem qualidade.

Levic

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Animação VI- 8ª parte- Índia tem animação?

A companhia Walt Disney e um dos maiores estúdios do cinema indiano, Yash Raj Films, anunciaram uma aliança para produzir filmes de animação com vozes de astros indianos.

A parceria garante que irão juntas produzir e lançar anualmente um filme de animação feita por computação gráfica para o mercado indiano.

Quer dizer que este primeiro Disney feito em Bollywood (India), e que recebe o título de "Roadside Romeo", um filme de animação em hindi , pode ser um delicioso filme que conta a história de Romeu, um cãozinho que estava vivendo o melhor da vida ou melhor dizendo é um cãozinho que sabe aproveitar a vida. Basta ladrar para ter todas as regalias que o dinheiro pode comprar. Mas um dia tudo isso acaba. Seus donos decidem viver na Inglaterra e deixam Romeu ao relento, perdido e sozinho pelas ruas de Mumbai. É, o herói é um autêntico indiano, que mora em Mumbai!

Romeu, afinal, é Bollywood- cinema feito na Índia, para a Índia. Nada de templos ou banho no Ganges. Não é nisso que “Romeu- o vira-lata atrapalhado” investe.O resultado da parceria entre a Disney e a Yash Raj Films Bollywood), mostra que a animação abre mão daqueles estereótipos consagrados. Romeu e seus amigos vivem nos canteiros de obras, aos quais se erguem os prédios iluminados de uma Índia moderna e urbana.

O filme é uma grande mistura de cenas nas quais cães e gatos cantam, dançam e dirigem carros. Vez ou outra surge um diálogo para fazer a trama dar uns passinhos pra frente, mas nada de especial. Depois, volta de novo o rebuliço.
É esse o problema do desenho, que dificilmente despertará o interesse das crianças brasileiras. A produção tem assim os ingredientes clássicos do cinema indiano: música, dança e ação.

Falado em hindi as vozes dos personagens serão feitas por estrelas da Índia, como Saif Ali Khan, que irá emprestar sua voz ao protagonista (o cachorro Romeu), Kareena Kapoor e Jaaved Jaffrey. As canções foram compostas por Salim – Sulaiman e as letras são de Jaideep Sahni.

Apesar da animação estar distante do nosso gosto brasileiro, Romeu tem a seu favor o trunfo do ineditismo, pois não é todo dia que uma animação indiana aparece por aqui.
Talvez, a gente assistindo o filme possa dizer: Vale a pena!



(clique na imagem para aumentar)

Veja trechos do filme , numa única tela:



Mas, antes do "Roadside Romeo" outros filmes já tinham sido feitos. Fica difícil dizer quando começaram as animações na Índia, por isso vamos partir dos trabalhos mais recentes na produção destes filmes.

O grande sucesso de público, e principal responsável para que a animação se tornasse objeto comercial dos produtores, foi o longa "Hanuman".
O filme levou para as telas a história do deus-macaco, um deus de grande importância na Índia.

A partir daí, vieram outros filmes, tais como: "Hum e Tum", "Lord Krishna", "Ghatothkach: Master of Magic", entre outros.

Em breve, estreará nos cinemas indianos a sequência "Hanuman 2" (O retorno de Hanuman). Assista o trailler abaixo e não deixe de conferir os vídeos relacionados.




Para fechar, deixo esta animação que brinca com as culturas americana e indiana.



Vale a pena saber mais de uma cultura tão distante.

Levic

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Animação VI- 7ª parte: Israel, Irã , Palestina e China

Filme israelense é uma raridade. Animação com desenho a mão também é uma raridade em tempos digitais. “Valsa com Bashir”, escrito e dirigido por Ari Folman, coleciona prêmios e elogios por onde passa.

O espetacular Valsa com Bashir de Ari Folman, mistura de desenho animado com documentário, sobre fatos reais da Guerra do Líbano é uma inovação do cinema animado para adulto, abordando um tema pesado, que talvez queira amenizar com uma parte em animação. Mas isso não acontece. Os desenhos de nada amenizam o relato.

A animação é autobiográfica pois mistura documentário e ficção. Foi escrita e dirigida por Ari Folman, um ex-soldado israelense que, depois da Guerra do Líbano, nos anos 1980, trabalhou por duas décadas como roteirista de peças publicitárias do Exército. Cansado da burocracia de seu emprego, Folman pediu férias e começou a fazer terapia. Percebeu que tinha apagado suas memórias de guerra, uma perspicaz “medida preventiva” do cérebro para reprimir experiências traumáticas. Começou a ouvir ex-companheiros e familiares para desbloquear suas lembranças, pintando sua memória com a dos outros.

Folman dá voz ao jovem soldado israelense que vive a guerra com seus companheiros. Literalmente: quase todas as dublagens de Valsa com Bashir foram feitas pelas pessoas que inspiraram os personagens fictícios.

Mais que uma rememoração de traumas, o filme é uma tentativa de expiar a culpa israelense no episódio que inspirou seu título. Bashir Gemayel era o líder de uma milícia cristã maronita apoiada por Israel durante a guerra civil libanesa. Ele foi assassinado logo após ser eleito presidente do Líbano, em setembro de 1982. Um dia depois, seus partidários falangistas invadiram Sabra e Chatila, dois campos de refugiados palestinos nos arredores de Beirute. A vingança durou dias e levou à morte 1.700 palestinos. O extermínio foi observado passivamente pelos soldados do Exército de Israel, que na ocasião controlavam a área.

Embora o massacre, tecnicamente, tenha sido atribuído a falangistas cristãos e libaneses, havia tropas israelenses ocupando aquele país - e sua responsabilidade ou omissão no caso continuam a ser objeto de controvérsia.

O filme, entretanto, não pretende resolvê-la, como explicou Folman na coletiva de imprensa em Cannes, onde o filme concorreu à Palma de Ouro em maio de 2008: "Eu queria um filme direto, abordando um massacre. Soldados são sempre, como se sabe, peões a serviço de lideranças." E a liderança então era o primeiro-ministro Ariel Sharon, posteriormente condenado por uma comissão governamental por permitir os massacres de civis no Líbano.

O assustador sonho recorrente de um deles, Boaz, é uma corrida noturna de 26 cães raivosos, dentes à mostra, percorrendo as ruas de Tel Aviv. No sonho, Boaz sabe que eles vieram para matar.

Mas nada mais chocante do que as cenas finais, que mostram imagens reais de Sabra e Chatila.
Veja trailer do filme:




A vez do IRÃ
O cartunista Gholamreza (Bahram) Azimi é ganhador de mais de quarenta prêmios no Iran e de 26 prêmios internacionais em pintura, animação e concursos de cartoon e fez várias animações, mas não as conheço.


Não é um filme iraniano, mas como causou polêmica e a criadora dos desenhos é iraniana, quis colocar neste ítem. O que se sabe das animações no Irã é quase nada.

Persépolis. O filme concorreu ao Oscar de melhor longa de animação e já arrebatou o Prêmio do Júri em Cannes e do Público na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, como melhor longa estrangeiro.

Mas o que essa animação tem de tão especial, que agrada a público e crítica? Persépolis é autobiográfico, baseado nos quadrinhos criados pela própria personagem principal, Marjane Satrapi. A história contada por Marji, além acompanhar seu crescimento e passagem para a vida adulta, retrata, por tabela, a história do Irã. Quando pequena, a história do país é contada didaticamente, pelos pais, tios e pela sua avó; depois, por ela mesma, e a partir daí passa a ser um retrato da condição do jovem e na mulher no Irã.

Autobiográfico, o longa é uma adaptação das histórias em quadrinhos de Marjane Satrapi, um fenômeno editorial na França, publicadas no Brasil pela Companhia das Letras. Persépolis narra a vida de Marjane, da infância em Teerã, quando estourou a Revolução Islâmica de 1979 – que derrubou o xá Reza Pahlevi e levou os extremistas ao poder –, até a vida adulta, pósguerra com o Iraque.

Persépolis é competente em desmistificar a imagem do Irã como um país dominado por fanáticos religiosos e em mostrar, através do crescimento de Marji , que suas experiências e ansiedades são comuns às de qualquer mulher do mundo. A avó é responsável pelas melhores falas do filme, especialmente porque é a personagem mais predisposta a quebrar tabus sociais.

Entretanto, não é assim que pensam os países Irã e Líbano que proibiram sua exibição.

O filme, que Marjane co-realizou com Vincent Paronnaud, mostra a repressão sob o regime do Xá, mas também a coacção social, as detenções e as execuções dos anos que se seguiram à Revolução islâmica liderada pelo ayatollah Khomeiny.

A natureza rebelde da heroína e os seus problemas com as autoridades forçam-na a deixar temporariamente o seu país. Reside numa primeira fase na Áustria e depois em França, nunca mais regressando ao Irã.

O filme foi condenado pelo governo do presidente Mahmoud Ahmadinejad como "islamófobo" et "anti-iraniano", mas uma versão censurada da obra chegou a ser várias vezes exibida nas salas iranianas.

Veja trecho do filme:

O nome de Hassan Hamekan surge dentro das ilustrações infantis. Veja no link abaixo:
http://olivroinfantil.blogspot.com/2009/06/hassan-amekan-arte-de-ilustrar-do-irao.html

Uma novidade: O primeiro filme de animação da Palestina : Uma história de Amor.
"Fatenah é a história de uma mulher da Faixa de Gaza cujo do sonho, de encontrar um amor e levar uma vida dita normal, é destruído no dia em que lhe é diagnosticado um cancro. Baseado numa história verídica, este filme retrata as dificuldades vividas pelos residentes nesta dura zona do globo." Vaja o trailler abaixo:



Agora, vamos falar da CHINA.
Hao Yaning, que criou uma companhia, Beijing United Film Investment,e está produzindo uma série de animação para televisão chamada "Doraemon", filme e série de animação para TV sobre um gato-robô que viaja no tempo e que ajudou a tornar a indústria japonesa do mangá famosa em todo o mundo.É uma parceria entre a Bejing United Films e a ADK do Japão.

Hao envolveu-se com a animação
por causa de seu tino para os negócios. Ele estudou radioquímica na Universidade de Pequim e, depois de se formar, entrou para o Exército Popular de Libertação.

Em 1985, ele saiu do EPL e trabalhou numa empresa de publicidade e depois com marketing. Em 2003, ele montou sua própria produtora e desde então fez mais de 40 séries de TV, incluindo a "My Own Swordsman" original, que fez um enorme sucesso.

Foi então que surgiu a animação. Hao pensou que poderia reproduzir esse sucesso transferindo a história e os personagens para outros gêneros. "Depois de fazer 'My Own Swordsman', senti que ninguém na China estava trabalhando a cadeia de valorização da indústria cultural", diz ele. "Na maioria das vezes, as pessoas vendem DVDs e publicam alguns livros e só". Ele decidiu lucrar ainda mais ao lançar vários outros produtos culturais com o tema do Swordsman, desde um filme até mercadorias.




“Thru The Moebius Strip” é o título do primeiro filme de animação digital (e em 3-D) feito na China.A história gira à volta de um rapaz que, em busca do seu pai, viaja a um mundo alienígena habitado por gigantes.

“Thru The Moebius Strip” é o título do primeiro filme de animação digital (e em 3-D) feito na china.
Uma exposição de filmes chineses no Museu do Oriente.
Produções do Estúdio de Cinema de Animação de Xangai
“O Rapaz com Três Cabelos” (1984)
Argumento: Zhang Leping
Música: Mark Chaet

E ainda os filmes Hols e Lotus.
Hols, o Príncipe do Sol, do japonês Isao Takahata, é considerado pela crítica como um filme sem precedentes. Hols é um rapaz corajoso, filho de um pescador, que, armado apenas com um machado, luta ferozmente contra uma matilha de lobos famintos, quando é salvo por Rockoor, um gigante feito de rocha e terra.

O protagonista ganha a confiança do gigante ao remover a “espada do sol”, que se encontra alojada no ombro deste. Rockoor profetiza que a espada irá ajudar o pequeno guerreiro quando se confrontar com um ser terrível.

A China ganhou o prêmio do Festival de Avanca, em Portugal, e pelo trailler, eu acho que é lindo, mas não é de animação.



O filme-anime de Dragon Blade é todo feito em animação de computador. Quem assistiu à perfeição da Square-Enix em Final Fantasy VII vai achar este anime com cara de animação de massinha, mas não compare: o filme é uma comédia imperdível, que faz rir e emocionar. A grande maioria das músicas possuem letras hilárias, a animação não tem grandes pretensões, e por isso funciona. É diversão garantida do começo ao final.
Mais um filme de animação chinesa muito premiado e de muito sucesso, lançado pela companhia DCDC Limited em 2004, escrito por Sze Yeung-Ping e Trevor Morris, dirigido por Kew Law e produzido por Stanley Tong Kwai-lai, com um arranjo musical de Lincoln Lo.


Levic

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Animação - VI parte- Outros países- Dinamarca , Noruega e Suécia

Bom , agora é a vez da Dinamarca.
No post anterior(Alemanha) coloquei o filme "Barry e a Banda das Minhocas"(Disco Ormene) como numa coprodução ALE-DIN, mas é muito mais da Dinamarca, onde o cinema de animação tem bastante frutos. Basta ver na ficha o país de origem, que vem Dinamarca.

Até mesmo o filme "Asterix e os Vikings" tem a marca FRA/DIN, como mostra a sua ficha técnica.
Um novo filme de animação dinamarquês, intitulado «Viagem a Saturno», contém várias alusões satíricas a «todas» as religiões das personagens que participam, exceto o Islã, porque os autores da película temiam represálias muçulmanas.
A única personagem do filme cujas crenças não são satirizadas é Jamil, o muçulmano.
Thorbjørn Christoffersen, um dos três diretores da obra, disse claramente: «É infelizmente impossível fazer troça da religião muçulmana. Penso que a personagem Jamil é muito atacada no filme, mas é correto que não toquemos nas suas crenças. É uma área demasiado sensível, não posso assumir a responsabilidade de a envolver. Tenho de pensar na minha família e no meu local de trabalho. Não sou um lutador, e não gosto de ter muçulmanos em fúria a bater-me à porta.» Sem comentários.





CIRCOLINA E A GRANDE RATINHA
(Dinamarca, 2004, Dir. Jannik Hastrup) – Três ratinhos tentam encontrar sua amiga Circolina que partiu para a Turquia, fugindo do frio da Dinamarca. Emoção, aventura e diversão neste delicado filme de animação.
O MENINO QUE QUERIA SER URSO
(Dinamarca e França, 2002, Dir. Jannik Hastrup) – Inspirado em uma antiga lenda esquimó, esse belíssimo filme de animação vai além do drama do menino que precisa escolher entre ser homem ou urso.

O personagem "Hugo e seus Amigos " é uma animação criada por Flemming Quist Moller e Jorgen Lerdam que agora lança uma longa-metragem chamada "Hugo:O Tesouro da Amazônia.
Hugo é a criatura mais rara do mundo. Mora na selva e adora comer frutas e aprontar com seus amigos macacos Zik e Zak. É também muito esperto, como quando diz que é um animal muito venenoso para não virar jantar de uma cobra.

O longa conta a história de Hugo e sua amiga Rita, a raposa, que vivem em paz numa paradisíaca ilha dinamarquesa. Eles acreditam ter encontrado, finalmente, um lugar seguro. Contudo, nuvens escuras formam-se no horizonte: o ardiloso Dr. Sturmdrang, especialista em psicologia animal, e o perigoso Professor Strix procuram pelo animal mais raro do mundo, Hugo, para vendê-lo o excêntrico colecionador General Maximus.

Hugo - O Tesouro da Amazônia (Jungledyret Hugo: Fræk, Flabet Og Fri)" no site Capital News. Estrelando: Vozes originais


Já da Noruega encontramos a animadora Torill Kove , que em 2006, ganhou o Oscar, em 2007, pelo seu curta.



Na Suécia encontramos os animadores que se apresentaram em festivais e difundiram seus trabalhos.
Assim, temos o vídeoa de Misha Kamp e de Magnus Carlsson.



Uma curta animada de uma caricatura um tanto bizarra, porém muito divertida de genial Magnus Carlsson.



UM PRESENTE PARA WINKY
(Holanda, 2005, Dir. Mischa Kamp) Winky Wong é uma menina chinesa que se muda para a Holanda. Ela precisa se adaptar, aprendendo hábitos e tradições. Quando fica sabendo que as crianças podem pedir o que querem ao Papai Noel, ela faz um pedido quase impossível, difícil mesmo de ser atendido.

Ainda na Suécia:
O GATONAUTA - PETTSON & FINDUS
(Suécia, 2000, Dir. Torbjörn Janson) – Pettson não gostava da companhia de ninguém, mas descobriu o quanto é bom ter um bichinho de estimação. Depois da chegada de Findus, Pettson se envolveu com uma grande bicharada e recebeu visitas inesperadas.



E da Finlândia este aqui, de Laura Neuvonen.



Max & Companhia
é um fulme de longa-metragem feito em coprodução:
Suíça / Bélgica / França / Inglaterra Direção: Frédéric Guillaume / Samuel Guillaume

Max sai em busca de seu pai, que desapareceu logo depois de seu nascimento. Ele chega em uma aldeia onde conhece a senhora Doudou, uma encantadora professora que passa a cuidar dele. Consegue um emprego na fábrica de mata-moscas Bzzz&Co. Mas a fábrica está correndo o risco de fechar, e para impulsionar as vendas de mata-moscas, um perigoso e ganancioso cientista cria um monte de moscas mutantes, que passam a atacar a cidade. Em meio a grande confusão Max descobre que seu pai mora na cidade. Agora Max precisa reunir os moradores da aldeia convencê-los a acabar com os planos malucos do cientista, antes que toda a cidade seja destruída e descobrir onde mora seu pai.


Levic

Animação VI - 5ª parte- Outros países- Reino Unido

Hoje começo com as palavras de Wes Anderson, a respeito do seu primeiro filme de animação que será exibido em Londres (Festival), antes de ser estrado nos USA.

“O Fantástico Sr. Raposo( The Fantastic Mr. Fox) é um filme britânico, baseado no livro infantil de Roald Dahl, que se passa e foi produzido no Reino Unido, então, estou especialmente feliz por ter sido convidado para abrir a noite de estreia do Festival de Filmes de Londres deste ano”, diz Anderson. “Nós tivemos uma ótima experiência com nosso último filme e estou ansioso para apresentar O Fantástico Sr. Raposo para o mundo neste evento maravilhoso”, conta entusiasmado.

O Fantástico Sr. Raposo conta a história de uma raposa inteligente, chamada Sr. Raposo, que precisa ser mais esperto que três malvados fazendeiros que tentam ao máximo prejudicar a sua família. Wes Anderson escreveu o roteiro, dirigiu e produziu o longa, ao lado do animador Mark Gustafson. No Brasil, o filme está previsto para estrear no dia 4 de dezembro deste ano. Veja abaixo:

Filme nomeado para o Óscar de melhor curta metragem de animação em 2008. É o filme abaixo, da produtora britânica Smith & Foulkes. Alan Smith and Adam Foulkes, os animadores criaram este filme que se chama "This Way Up".Muito interessante. Eles também já participam do nosso Anima Mundi- 2005, na categoria Portifólio, na qual concorrem os filmes publicitários e videoclipes, e o eleito foi Abba to Zappa, da produtora britânica Smith & Foulkes.

'This Way Up', el talento de Smith y Foulkes - Watch more Videos at Vodpod.

http://bloguetiago.blogspot.com/


O vídeo apresentado no Festival foi este:




O estúdio britânico Trunk Animation tem uma série de desenhos animados. Deles todos, só consegui os dois primeiros. Lá vão:

The Whistler ( O assobiador) de Layla Atkinson


Tom Fun Orchestra de Alasdair Brotherston e Jock Mooney .



Levic

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Animação VI - 4ª parte- Alemanha

A animação na Alemanha começou com Lotte Reiniger(Charlotte Reiniger) , a primeira mulher a entrar no mundo da animação, que em 1926 fez o filme de longa-metragem,vindo constituir a sua obra-prima, o filme chamado de "As Aventuras do Príncipe Achmed". Ela usava figuras de cartão preto ou folha metálica co recortes feiros com a tesoura, formando assim as silhuetas, técnica tradicional na China e na Europa Oriental.

A delicadeza dos recortes impressionam até hoje, tanto mais que sua obra não teve continuadores no cinema, embora a técnica da silhueta tenha vindo a ser renovada.

Em 1918, Lotte criou os ratos de madeira animados para o filme O flautista de Hamelin, de Wegener, um sucesso imediato que lhe facilitou a admissão num estúdio de animação experimental, o Instituto para a Descoberta Cultural. A carreira ascendente a levou até o diretor Fritz Lang e integrou a equipe do filme Os Nibelungos, cuja lenda faz parte da cultura germânica.

Mesmo no contexto do regime nazista, ao qual tentou escapar, Lotte Reiniger continuou a fazer vários filmes de silhuetas, especificamente de óperas, e muitos dos quais não sobreviveram.

Em 1949, ela se instala em Londres onde criou várias curtas-metragens baseadas nos contos do Hans Christian Andersen ou dos irmãos Grimm. Esses trabalhos ainda hoje são considerados como exemplos fundamentais de genialidade, dedicação e rigor.



E outros tantos da mesma animadora:




Existe DVD dos seus filmes.

Em 1942, Hans Fischerkoesen fez uma animação muito linda com uma melodia Weather-Beaten Melogy, estilo' disney'. Sua filmografia é grande e, durante o império nazista, ele fez comerciais encomendados.


Nomes que estão se aprumando nas animações na Alemanha, participando de festivais, em ordem de apresentação na sequência de vídeos( uma única tela): Stefanie Jordan,Thor Freudenthal, Felix Gonnert, Markus Wende, Matias Schreck, Andreas Yykade, Vera Lalyko.


O filme de longa-metragem, que já foi dublado no Brasil recebendo o nome de "Tô de Férias"(Urmell voll in Fahrt) e em inglês Impy's Island é alemão. Ainda não estreou, eu acho. Vê ficha abaixo:

Tô de Férias é uma animação alemã

Em uma pequena ilha dos mares do Sul, um grupo de animais - um pinguim, um lagarto, um pássaro e um elefante marinho - tem suas vidas idílicas interrompidas por Impy, um safado e amável bebê dinossauro.
Tô de Férias
(Urmel voll in Fahrt. Alemanha, 2008)
Direção: Reinhard Klooss, Holger Tappe
Anke Engelke, Oliver Kalkofe, Wigald Boning, Roland Hemmo, Christoph Maria Herbst
Animação/ 84 min./ Livre





"Deu a Louca na Cinderela" é um filme coproduzido entre ALE e USA, e não tem nada haver com um outro com o mesmo título para Chapeuzinho, a não ser a sátira às histórias infantis.( Happily N’ever After, EUA/ Alemanha, 2007)
Sinopse: A animação começa quando Frieda, a madrasta da Cinderella, se cansa do equilíbrio entre o bem e o mal no mundo dos contos de fadas. Ela se une a outros vilões para derrubar os mocinhos. Cinderella (ou apenas Ella) começa a história como a típica dama em apuros, mas é obrigada a se unir ao Príncipe Encantado para defender seu universo. Ella ainda tem a ajuda de Rick, o lavador de pratos do palácio que é, secretamente, seu grande amor. O caso de Branca de Neve é bem parecido, com direito a madrasta má e a uma maçã envenenada, mas mostrados de um jeito cômico. Os sete anões também fazem parte desta trama.

Dentre oa desenhistas alemães desejo ressaltar o que fez as paisagens psicodélicas do filme "Submarino Amarelo" que é Heinz Edelmann. O desenho, que mostra uma viagem alucinógena dos Beatles a Pepperland num submarino, foi um sucesso em 1968 e influenciou toda uma geração de artistas gráficos, inclusive os primeiros realizadores de videoclipes.

O Anima Mundi de 2004 apresentou um vídeo alemão, o "Annie & Bo" , diversão adolescente que mostra a evolução do desenho em computador: perfeitas expressões faciais da jovem Annie.




Thomas Borch Nielsen , conduz pela primeira vez uma animação, o primeiro de seus trabalhos como diretor que chega ao circuito comercial brasileiro. Co-produção entre Dinamarca e Alemanha, o roteiro parte do princípio que minhocas são seres desprezados pela classe dos insetos. Inconformado em ser sempre o motivo de chacota, Barry deseja escapar da sina de trabalhar na empresa de fertilizantes onde todas as minhocas fazem carreira.O filme é "Barry e a Banda das Minhocas", de 2008.



O Prêmio Especial do Júri a Phil Mulloy (Alemanha), compreende o último tomo da saga dos Zogs, extraterrestres de fisionomia e hábitos bizarros, vindos de um planeta que os humanos procuram. Divertido como sempre, não acrescenta muito, porém,em termos gerais, salta à vista a predominância germânica , já que, além da fita de Mulloy, apresentou também o filme No Limits, de Heidi Wittinger, Anja Perl e Max Stolzenbeg (categoria F, genéricos, publicidade e informação), informação colhida em comentários da Festival de Annecy. Ainda apresentou vídeo no festival o diretor abaixo.

The Christmas Dinner
Alemania 2004, 8 minutos in DVD/Beta SP
Direção Elmar Weinhold
Music Andy Groll
Voice Cathleen Gawlich, Santiago Ziesmer
Gênero Animacao, Comedia, Curtametragem, Familia, Romance, Tragicômico
Film tags christmas weihnachten xmas

A mother fox catches a rabbit as the Christmas dinner for her children. However, the charming rabbit manages to convince the fox not to kill him. Just at that moment, the children who are playing nearby damage a cable on an electricity pole. The rabbit is about to make off in all the confusion, but as the cable suddenly rushes towards the fox, he jumps inbetween...


Uma animação que satiriza Adolf Hitler tem causado controvérsia na Alemanha, informou a versão on-line do jornal britânico The Guardian.

Feito pelo ilustrador Walter Moers, o desenho Der Bonker foi um dos mais vistos na internet , e já despertou críticas até entre judeus. Moers é conhecido por seus desenhos em que o ditador aparece como um pequeno e frustrado homem que dá socos no ar toda vez que judeus são mencionados. Veja o vídeo:


Os filmes de animação da Alemanha são poucos em relação a outros países e quando se fala neles lembra-se logo de Lotte Reiniger, que terá exposição este ano em Salvador.

No século XX, a manipulação da arte com objetivos de disseminar propaganda atingiu dimensões tão grandes que em alguns países, toda a arte produzida tinha funções propagandísticas. A animação não foi exceção, e aqui fica um exemplo de desenho animado de propaganda para ridicularizar um inimigo, obviamente, a II Guerra Mundial que levou a que se produzissem imensos desenhos animados de propaganda vindos de todos os lados, mas principalmente da Disney.

Der Fuehrer's Face, Disney, 1943: