Vale a pena ser feliz

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quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Ópera - Compositores Franceses- Séc. XX

Será que ainda vale a pena falar da história da ópera e sua evolução, através dos tempos, pelos países? Depois de um tanto afastada do meu querido blog, retorno com esta dúvida. Ou já deveria ir para outro assunto? Acontece que não consegui...É uma espécie de traição com os outros países e com os outros músicos que tanto admiro. Portanto...Mais óperas! Na vez dos franceses. E Salve! Bravo!!!

Gabriel Urbain Fauré (Pamier, 12 de maio de 1845 — Paris, 4 de novembro de 1924) foi um compositor francês.

Fauré, após a guerra de 1870 faz contínuas viagens para assistir uma série de apresentações de Saint-Saëns e, principalmente, Richard Wagner. Embora impressionado com a música e o gênio de Richard Wagner, Fauré nem por um momento se deixou influenciar, permanecendo na história da música francesa no estilo da segunda metade do Século XIX.

Compôs duas óperas: Prométhée (Opera in three acts: Tragédie lyrique, 1900) e Pénélope (Opera in three acts: Poème lyrique, 1913).



Veronique Gens canta uma canção "Nuit D'etoiles Song Après un rêve" Op. 7 no 1 de Gabriel Fauré e no piano Roger Vignoles.



font-size:100%;" >Nascido em Lorena, deixou a região natal, com a família, depois da guerra franco-prussiana de 1870. Na cidade de Tourcoing cursou violino e harmonia na Escola das Belas Artes – e foi o município dessa cidade que lhe ofereceu uma bolsa para continuar os estudos no Conservatório de Paris. Aí, foi aluno de Émile Pessard e de Jules Massenet.

Tendo sido compositor de música considerada por muitos como excêntrica, a sua obra é principalmente associada à criação de ‘A Coroação da Musa’, um espectáculo que tinha Montmartre por cenário, com 1250 intérpretes em cena e apresentada por ele próprio aos 91 anos.

A ópera ‘Louise’ - 1900, é considerada a sua obra-prima e de que veio a ser feita uma versão cinematográfica. Além desta ópera, ele também criou Julien, ou La vie du poète - 1913 e L'amour au faubourg - 1913.





Renee Fleming canta de Charpentier "Depuis Le Jour",da ópera Louise sob regência de James Levine do Metropolitan. Depois aproveita nos vídeos relacionados que estão na telinha para comparar a mesma ária com vários intérpretes.



Claude-Achille Debussy, músico que nasceu em Saint-Germain en Laye (França) em 1862 e faleceu em 1918. Na época que ele viveu, além de ser moda no meio musical europeu no final do século 19, Wagner exercia influência com suas obras e inclusive fortemente na obra de Debussy, como na cantata "La demoiselle élue" (1888), como também em "Musique javanese" a Paris (1889) e em "Cinq poèmes de Baudelaire" (1889).

Entretanto, no novo século XX , Debussy criou sua própria linguagem musical: um sistema original de harmonia e de estrutura musicais inspirados nos pintores impressionistas e nos poetas simbolistas. Sua abordagem teve uma enorme influência na música moderna.

Em sua obra pianística, Debussy resgatou o rococó. Seu último volume, "Études" (1915), possui variantes de estilo e textura baseados nos exercícios para o piano, com nítida influência do jovem Stravinsky. Em 1902, compôs a sua única ópera, "Pelléas et Mélisande", com novos recursos dramáticos, como a declamação, a técnica já consagrada de Wagner.



Pelleas et Melisande-Debussy-,na interpretação de Isabel Rey e Michael Volle, numa apresentação em 2004.



Paul Dukas nasceu em 1865, Paris, e morreu em 1935, Paris. Foi um compositor do modernismo, e também professor de composição e crítico musical bastante conhecido. Autor da composição "O Aprendiz de Feiticeiro", baseada em um conto de Johann Wolfgang von Goethe (Der Zauberlehrling). A obra que ficou mundialmente conhecida por ter sido aproveitada no filme "Fantasia" de Walt Disney, de 1940, com Mickey no papel do aprendiz.

Sua única ópera foi Ariane et Barbe-Bleue (1907), com libreto de Maurice Maeterlinck.



Suzanne Balguerie canta: "Ô mes clairs diamants". da ópera Ariane et Barbe-Bleue.



Albert Charles Paul Marie Roussel (5 de abril, 1869 - 23 de agosto, 1937) foi um compositor francês. Albert Roussel nasceu em Tourcoing. O primeiro interesse de Roussel não foi a música, e sim a matemática. Ele passou um tempo na Marinha Francesa e em 1889 e 1890 ele serviu em uma fragata. Começou a estudar música seriamente com Eugène Gigout e continuou seus estudou até 1908 no Schola Cantorum (um de seus professores na escola foi Vincent d'Indy). Enquanto ele estudava, ele também lecionou, e um de seus estudantes foi o jovem Edgard Varèse. Durante a Primeira Guerra Mundial ele serviu como o motorista de uma ambulância.


Os seus primeiros trabalhos foram fortemente influenciados pelo impressionismo de Debussy e Ravel. Roussel teve interesse no jazz e escreveu uma composição para voz e piano entitulado Jazz Dans la Nuit.

Seus trabalhos mais importantes são os balés Le Festin de l'Araignée, Bacchus et Ariane e Aeneas e mais quatro sinfonias. Seus outros trabalhos incluem numerosos balés, suites orquestrais, um concerto para piano, um concertino para orquestra e violoncelo, um salmo para coral e orquestra, música incidental para teatro, música de câmara, música para piano solo e canções.

Padmâvatî, ópera em 2 atos (1913–18) foi apresentada no Paris Opéra.
Roussel morreu na cidade de Royan, no oeste da França, em 1937.



A ária :"Padmavati est l'image vivante...." Albert Roussel : PADMAVATI Festival dei Due Mondi di Spoleto , em junho de 2008 com Emmanuel Vuillaume.



Joseph-Maurice Ravel (Ciboure, 7 de março de 1875 – Paris, 28 de dezembro de 1937) foi um compositor e pianista francês, conhecido sobretudo pela sutileza das suas melodias instrumentais e orquestrais, entre elas, o Bolero, que ele considerava bem trivial.
Filho de engenheiro mecânico, Maurice Ravel nasceu numa cidade próxima ao País Basco, mas bem cedo se mudou com a família para Paris.
Com professores particulares, estudou piano (a partir dos sete anos) e depois harmonia. Em 1889, ingressou no Conservatório de Paris, onde teve aulas de piano com Charles de Bériot e de composição com Gabriel Fauré.

Foi influenciado significativamente por Debussy, e também por compositores anteriores, como Mozart, Liszt e Strauss, mas logo encontrou seu próprio estilo, que ficou, porém, marcado pelo Impressionismo.

Ravel tentou ganhar o Prêmio de Roma quatro vezes, mas os arrojos de sua composição não foram reconhecidos pela academia.

Em 1901, compôs a "Pavana Para uma Infanta Defunta", uma de suas obras mais conhecidas. "Sherazade" é de 1903, e a "Rapsódia Espanhola", de 1907. No mesmo período, Ravel criou muitas outras obras, sobretudo para piano.

Em 1909, travou contato com Stravinsky, que estava em Paris apresentando seus balés, dirigidos por Serge Diaghilev. O encontro teria grande impacto na carreira de Ravel.

Dois anos depois, juntamente com outros músicos que freqüentavam o curso de Fauré, fundou a Sociedade Musical Independente, em oposição à Sociedade Nacional de Música. Sua primeira obra orquestral, o balé "Daphnis e Chloé", para ser encenado por Diaghilev, foi composta em 1912.

Com a eclosão da Primeira Guerra Mundial, em 1914, Ravel tentou alistar-se na aviação militar, mas foi rejeitado. No ano seguinte, conseguiu um posto de motorista do Exército.

Ainda durante a guerra, com o falecimento da mãe (1917), voltou para Paris.

Nos anos 1920, Ravel já era compositor reconhecido e realizou inúmeras turnês pela Europa. Em 1928, apresentou-se nos EUA, onde conheceu personalidades do cinema e da música, entre as quais o compositor Ira Gershwin. No mesmo ano, recebeu o título de doutor "honoris causa" pela Universidade de Oxford (Inglaterra).

Também em 1928, compôs o famoso "Bolero", que de início era uma composição para balé. Em 1931, criou o "Concerto Para Mão Esquerda", destinado a Paul Wittgenstein, pianista que perdera a mão direita durante a guerra.

Em 1932, faleceu das conseqüências de um acidente de táxi e durante o período que precedeu a sua morte, havia perdido parte da sua capacidade de compor devido às lesões cerebrais causadas pelo acidente. A sua inteligência sempre se manteve intacta mas o seu corpo já não respondia adequadamente, tendo sofrido graves problemas motores.

Suas óperas L'heure espagnole ("The Spanish Hour") (opera, 1907–1909) e L'enfant et les sortilèges (1919-1925), são as únicas conhecidas. Na verdade ele é mundialmente conhecido pelo seu Bolero, ainda hoje a obra musical francesa mais tocada no mundo. A composição foi encomendada pela bailarina Ida Rubistein e estreou na Ópera de Paris em 1928.





Prélude à la Nuit - Rhapsodie Espagnole - Maurice Ravel



Arthur Honegger (Le Havre, 10 de março de 1892 – Paris, 27 de novembro de 1955) foi um compositor suíço, conhecido por compor vários oratórios e sua famosa Cantata de Natal. Foi membro do grupo de compositores considerado anti-romântico chamado Les Six (Os Seis).

Do grupo Les Six faziam parte Georges Auric (1899-1983), Louis Durey (1888-1979), Darius Milhaud (1892-1974), Francis Poulenc (1899-1963), Germaine Tailleferre (1892-1983) e Arthur Honegger (1892-1955). Este último, de ascendência suíça, passou por ser um dos mais importantes do grupo, apesar de, conforme reconhecido pelo próprio, não ter fortes laços musicais com os restantes membros, e da sua ligação aos movimentos de reação aos ideais impressionistas e wagnerianos, que estiveram na origem da criação do grupo, serem meramente superficiais. Honegger tinha origens germânicas, além de ter vivido e estudado algum tempo em Zurique, e quando chegou a Paris para estudar no Conservatório, em 1911, era um entusiasta da música de Richard Wagner.

Naquela altura Honegger vivia em Le Havre, que fica a perto de 200Km de Paris, e deslocava-se à capital de comboio. Daí talvez tenha nascido o seu fascínio por locomotivas, que serviu de inspiração para uma das suas mais conhecidas e bem sucedidas obras, Pacific 231 (2 pequenas rodas laterais à frente, 3 grandes rodas centrais e 1 roda atrás), composta em 1923 e estreada no dia 8 de Maio de 1924 pelo maestro Serge Koussevitzky (1874-1951).


Arthur Honegger:Pacific 231 , sob regência de Marc Andreae.



Darius Milhaud (Marselha, 4 de setembro de 1892 – Genebra, 22 de junho de 1974) foi um compositor e professor francês, um dos mais prolíficos do século XX, tendo sua obra muito conhecida por conciliar o uso da politonalidade (múltiplas tonalidades ao mesmo tempo) e do jazz.

Membro de uma família judaica, estudou no Conservatório de Paris, onde conheceu seus colegas de composição Arthur Honegger e Germaine Tailleferre. Teve aulas de harmonia e composição e veio trabalhor como voluntário no Brasil, durante o período em que o poeta Paul Claudel era embaixador no país. Diga-se de passagem que esta época marcou muito sua vida, refletindo-se em obras como a suíte de dança "Saudades do Brazil" ou a famosa peça "Scaramouche".
Em 1922, numa viagem aos Estados Unidos ouviu o jazz "autêntico" nas ruas do bairro de Harlem em Nova Iorque. Ficou tão influenciado que passou a compor com arranjos de jazz as suas composições "La Création du monde" ("A Criação do mundo"), que é um balé em seis cenas contínuas, com movimentos naquele estilo.
Mudou-se para os Estados Unidos em 1940, por motivos da guerra e durante a mesma lecionou no Mills College de Oakland, Califórnia.

Entre 1947 e 1971 alternou períodos de docência em Mills e no Conservatório de Paris até que, devido a sua saúde já debilitada que o mantinha preso a uma cadeira de rodas, acabou se aposentando.

Morreu em Genebra, Suíça, aos 81 anos de idade.
Assim como seus contemporâneos Paul Hindemith, Bohuslav Martinu e Heitor Villa-Lobos, compunha muito rapidamente e de forma natural. Suas obras mais conhecidas são os balés "Le Bœuf sur le toit" e "La Création du monde", a peça "Scaramouche" (em diferentes versões), e a suíte de dança "Saudades do Brazil".
Milhaud compôs muitas obras, sendo só de ópera chega ao número 443 obras. Também é importante ressaltar que Milhaud costumava fazer várias versões da mesma peça, como Scaramouche, que pode ser para saxofone e orquestra, saxofone e piano, dois pianos, clarinete e orquestra, .
Suas óperas mais conhecidas são: Les Malheurs d'Orphée (1926),Christophe Colomb (1928),Maximilien (1930),Médée, com texto de Madeleine Milhaud, sua prima e esposa (1938), Bolivar (1943),Le Pauvre Matelot( O Marinheiro Pobre), L'Enlèvement d'Europe(O Ra0pto da Europa), L'Abandon d'Ariane(O Abandono de Ariadne).object width="425" height="344">Les Choéphores

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Francis Jean Marcel Poulenc (Paris, 7 de janeiro de 1899 – 30 de janeiro de 1963) foi um compositor e pianista francês, membro do grupo Les Six, autor de obras que abarcam a maior parte dos gêneros musicais, incluindo canção, música de câmara, oratório, ópera, música para bailado e música orquestral.
Poulenc começou a compôr com 7 anos de idade e aos 15 anos estudou com Ricardo Vinhes, que o encorajou para compor, apresentando-o a Satie, Casella, Auric e outros. Em 1917 a sua "Rapsodie Nègre" deu-lhe uma importância notável em Paris. Mas os seus conhecimentos técnicos eram escassos, pois Poulenc nunca frequentou o Conservatório. Assim em 1920 decidiu estudar harmonia durante três anos com Charles Koechlin. mas nunca estudou Contraponto nem Orquestração. Os seus conhecimentos de forma eram intuitivos. Em 1920 um crítico musical, Henri Collete escolheu 6 destes "Nouveaux Jeunes" e chamou-lhes "Les Six"; Poulenc fazia parte deste grupo. Deram concertos juntos, sendo um dos seus artigos de fé que se inspiravam no «folclore parisiense», isto é, nos músicos de rua, nos teatros musicais, nas bandas de circo.
O ambiente parisiense da época é fielmente representado na versão de Poulenc de "Cocards" de Cocteau. Esta obra chamou a atenção de Stravinski que recomendou Poulenc a Sergei Diaguilev, sendo o resultado desta colaboração o ballet "Les Biches", no qual ele expressa a sofisticação frágil dos ano 20, uma compreeensão verdadeira do idioma do Jazz e dp seu lirismo romântico que cada vez mais vai influenciar a sua obra.
As suas obras mais conhecidas são talvez as canções para voz e piano, em especial as escritas a partir de 1935, quando começou a acompanhar o grande barítono francês Pierre Bernac.
As suas versões de poemas de Apollinaire e do seu amigo Paul Eluard são particularmente boas, cobrindo ums vasta gama de emoções.

Compôs 3 óperas, sendo a maior "Les Dialogues des Carmélites" (1953-56), baseada em acontecimentos da Revolução Francesa, e as suas obras religiosas têm um toque de êxtase como o que apenas se encontra nas obras de Haydn. Ainda compôs "Les Mamelles de Tirésias"( Os seios de Tirésia - (1947)), e "La voix Humaine"( A voz humana (1959)).
A morte acidental do seu grande amigo Pierre-Octave Ferroud conjugada com uma peregrinação à Virgem Negra de Rocamadour, em 1935, levaram Poulenc a regressar ao catolicismo, resultando em composições em tom mais austero e sombrio.


"Les Dialogues des Carmélites"é uma ópera de 3 atos, sobre um libreto de Emmet Lavery, baseada na peça de Georges Bernanos.


Levic

domingo, 27 de setembro de 2009

Ópera - Compositores alemães -Séc.XX

Eugen d’Albert nasceu em Glasgow (Escócia) em abril de 1864. Começou seu trabalho em Londres e, depois em Viena, com uma carreira brilhante consagrada sobretudo à interpretação dos clássicos alemães. Aluno de Liszt, foi um dos maiores pianistas de sua época. D’Albert morreu em Riga (Letônia), em 1932.

Sua ópera Tiefland (Terra-Baixa) representada pela primeira vez em 1903 foi, na época, reconhecida como de mérito indiscutível. Prosseguiu escrevendo óperas: Flauto solo, Die toten Augen, e muitas outras, sendo que Mister Wu (1932) ficou incompleta.

Casou-se 6 vezes, tendo sido um destes matrimônios com a pianista venezuelana Teresa Carreño.


O vídeo é da ária"Ich soll dich töten?", do ato 2, tendo como cantores Peter Seiffert (Pedro)e Petra Maria Schnitzer (Marta), sob a Orquestra Simfônica del Gran Teatre del Liceu, com a direção musical de Michael Boder.



Richad Strauss, nasceu em 1864, tendo sido um legítimo representante do período de transição do romantismo alemão, para a música moderna de finais do século XX.

Seu período criativo mais significativo inicia-se a partir de 1886, e segue até 1912 aproximadamente. Nestes primeiros anos, Strauss se dedicaria sobretudo a poemas sinfônicos e sinfonias. Gradualmente, no entanto, dos seu trabalho migra para a ópera e é neste terreno que surgirão suas composições mais importantes.

Entre suas maiores realizações estão os poemas sinfônicos, “Don Juan”, de 1889; “Morte e Transfiguração”, de 1891; e “Assim Falou Zarathustra”, de 1896; e suas óperas “Guntram”, de 1894; “Salomè”, de1905; “Elektra”, de 1909, e “O Cavaleiro das Rosas”, de 1911.

"Der Rosenkavalier"(O Cavaleiro das Rosas)apresentada em The Zurich Opera (Orquesta)tendo Franz Welser-Möst como regente, e os cantores Vesselina Kasarova (Octavio) e Malin Hartelius (Sofía).


A ópera Salomé (1905),ele pôs em música o texto integral da peça de Oscar Wilde (em tradução alemã): é uma obra-prima em decadentismo extremamente requintado. Em estilo semelhante escreveu-lhe o poeta austríaco Hugo von Hofmannsthal o libreto de Elektra (1909), que alguns consideram como a maior obra de R.Strauss. Hofmannsthal influenciou também, a conversão de R.Strauss a Mozart, cujo fruto foi O cavaleiro da rosa (1911), o maior sucesso da arte operística no séc. XX. Essas três óperas pertencem ao repertório permanente.

Mas de Ariadne em Naxos (1912-1917) só sobrevive uma suíte, tirada da música; e sobre as últimas óperas de R.Strauss - A mulher sem sombra (1919), A Helena egípcia (1928), Arabella (1933), Dafne (1937) e outras - as opiniões continuaram divididas.

"Salome", com o libreto de H.Lachmann e com Catherine Malfitano na Dança dos Sete Véus.

Além de compositor e regente, Richard Strauss foi um ativo homem de cultura. Dirigiu a Ópera Real de Berlim e, em 1919, foi nomeado diretor da Ópera de Viena, cargo que ocupou durante cinco anos. Criou também o festival de Salzburgo.

Em 1932, Strauss compôs a ópera "Arabela". Nessa época, a Alemanha já era nazista e Strauss acabou se envolvendo com o regime.

Aceitou o cargo de presidente da Câmara de Música do Reich, mas foi demitido por Goebels. A acusação foi manter o nome do libretista Stefan Sweig, que era judeu, nos cartazes de divulgação da ópera "A Mulher Silenciosa".

Richard Strauss não foi mais importunado pelos nazistas. Com o tempo foi se recolhendo em sua casa de campo em Garmisch e diminuindo suas atividades.

Strauss regeu pela última vez em 1949, nas comemorações de seu 85o aniversário. Nesse mesmo ano, depois de uma sucessão de problemas cardíacos, faleceu.


Hans Erich Pfitzner (Moscovo, 5 de maio de 1869 — Salzburgo, 22 de maio de 1949) foi um compositor alemão que descrevia-se como anti-modernista. Seu trabalho mais conhecido é a ópera Palestrina, baseada na vida do compositor do século XVI Giovanni Pierluigi da Palestrina. Sua música era respeitada por contemporâneos como Gustav Mahler e Richard Strauss.

"Palestrina" apresentada no teatro Bavarian State Opera,em Munich.


Arnold Franz Walter Schoenberg, (Viena, 13 de setembro de 1874 — Los Angeles, 13 de julho de 1951) foi um compositor alemão (austríaco) de música erudita e criador do dodecafonismo, um dos mais revolucionários e influentes estilos de composição do século XX.

Franz Walter Arnold Schoenberg nasceu em Viena, então capital do império austro-húngaro e seus pais, modestos comerciantes judeus, apreciavam a música como muitos austríacos de sua geração. O menino, por volta dos nove anos, já compunha pequenas peças para dois violinos, que tocava com seu professor ou com um parente. Aos 16 anos, premido por dificuldades financeiras advindas da morte do pai, Schoenberg trabalhou como funcionário de banco até 1895.

Depois da primeira guerra mundial, Schoenberg começou a desenvolver o método dodecafônico, em que cada composição é estruturada a partir de uma série, formada por 12 notas diferentes, da qual derivam todas as variações harmônicas e melódicas.

Em 1921, iniciou a primeira
obra dodecafônica, Suíte para piano, e em 1930 a ópera Moses und Aaron (Moisés e Aarão), que deixou inacabada.Outras óperas são: A Espera (monodrama) e De Hoje para Amanhã (ópera em 1 ato).

Apesar de seu prestígio como compositor e teórico, que lhe valeu em 1925 a nomeação para compositor da Academia de Artes de Berlim, a ascensão do nazismo obrigou-o a emigrar para os Estados Unidos, onde passou o resto de sua vida e cuja nacionalidade adquiriu em 1941.

Arnold Schoenberg morreu em Los Angeles, Califórnia, em 13 de julho de 1951.

A ópera foi apresentada no Vienna State Opera , com a Orquestra e Coro de Vienna State Opera, com o regente Daniele Gatti.


Alban Maria Johannes Berg (Viena, 9 de Fevereiro de 1885 — Viena, 24 de Dezembro de 1935) foi um compositor austríaco.Foi apelidado "o romântico do dodecafonismo", pois nas obras que escreveu esse estilo sobrevive na expresividade e dramatismo. Compôs as óperas Wozzeck e a incompleta Lulu.

A ópera Wozzeck.


O filme feito da ópera Lulu, que como último cliente tem o Jack Estripador, o qual mata Lulu. Lava as mãos e se retira.

(Ver outros vídeos nos correlacionados)

Autodidacta musical até ser aluno de Arnold Schoenberg (entre 1904 e 1911), acaba por interessar-se por composição e pelo dodecafonismo. Junto com o seu mestre Schoenberg e o seu amigo e condiscípulo Anton Webern pertence à chamada Segunda Escola de Viena (sendo a primeira o trio formado por Haydn, Mozart e Beethoven).

Faleceu provavelmente devido a picada de inseto e consequente envenenamento sanguíneo, aos 50 anos.






Carl Orff (Munique, 10 de Julho de 1895 — Munique, 29 de Março de 1982) foi um compositor alemão. Sendo um dos mais destacados compositores do século XX. A sua maior contribuição deve-se, contudo à sua influência na pedagogia da música, ao criar o instrumental Orff, um método de ensino musical baseado na percussão. Criou um centro de educação musical para crianças e leigos em 1925, no qual trabalhou até à data do seu falecimento.

Entre suas obras destaca-se a cantata Carmina Burana e sua ópera "A Mulher Sábia" é pouco
conhecida.

Ysgol Glanaethwy canta "O Fortuna" extraída de Carmina Burana, que pode ser considerada uma espécie de opera.

Agora com a encenação de Jean Pierre Ponnelle, que é bem surrealista, falando das reviravoltas da fortuna.


Paul Hindemith (1895 - 1963) foi um compositor alemão nascido em Hanau, perto de Frankfurt am Main,sendo considerado um dos principais compositores da primeira metade do século XX e que deu importante contribuição ao desenvolvimento da teoria musical.

Iniciou-se
profissionalmente como violinista de cafés e aos vinte anos já se tornara regente da Ópera de Frankfurt e, a seguir, integrou o Quarteto Amar.

Opôs-se ao atonalismo de Arnold Schoenberg (1874-1951) e formulou sua teoria na publicação Unterweisung im Tonsatz (1937-1939) e outros livros, em que propôs uma nova concepção da harmonia.

Acusado de bolchevista cultural pelos nazistas, emigrou (1939) para a Turquia e depois para os Estados Unidos, onde ensinou na Universidade de Yale. Levou mais de um década para voltar para a Europa (1953) e lecionou em Zurique e Frankfurt, cidade onde morreu dez anos depois.

Deixou obra vasta, abrangendo vários gêneros, onde sobressaem o ciclo Das Marienleben (1924-1948), com versos de Rainer Maria Rilke (1875-1926), a ópera Cardillac (1926), baseada em um conto de Amadeus Hoffmann (1776-1822), o concerto Schwanendreher (1935), com temas de canções alemãs antigas, e a ópera Mathis der Maler (1928), considerada sua obra-prima, em torno da vida do pintor sacro germânico Mathias Grünewald (1475–1528).


'Mathis Der Maler' - (Hindemith)com Stefano Algieri como Hans Schwald e Albert Dohmen como Mathis, Georgina von Benza como Regina, numa apresentação no "Gran Teatre del Liceu" - 1994


Erich Wolfgang Korngold (Brno, 29 de maio de 1897 — Hollywood, 29 de novembro de 1957) foi um compositor austríaco naturalizado norte-americano.

Em sua infância, já demonstrava possuir grande talento para a composição, tendo sido elogiado por Mahler. Posteriormente, recebeu lições de Zemlinsky. Com apenas treze anos compôs música para o balé “Der Schneemann”. Seguiram-se as óperas “Violanta” (1916) e “Die Tote Stadt” (1920), que tiveram grande sucesso.

Sua segunda ópera "Violanta".


Da ópera "Die tote Stadt" (A Cidade Morta), a ária de Mariettas Lautenlied.


À partir de 1934, muda-se, juntamente com sua esposa e filhos, para Hollywood, passando a compor música para o cinema. As trilhas sonoras que escreveu, bem-recebidas pelo público e pela crítica, tornaram seu nome famoso nos Estados Unidos.

Compôs também obras orquestrais, música de câmara, canções, um concerto para violino, e um concerto para piano.

Para o piano, compôs
três sonatas, a suíte "Don Quixote", e várias outras obras.


Viktor Ullmann (1 de janeiro de 1898 — 18 de outubro de 1944) foi um compositor, maestro e pianista,austríaco. Nasceu em Teschen, fazia parte do Império Austro-Húngaro hoje Cieszyn na República Checa. Faleceu no campo de concentração de Auschwitz-Birkenau. Os seus pais eram de famílias de ascendência judaica, mas que se haviam convertido ao catolicismo antes de seu nascimento.

Viktor Ullman chegou a Theresienstadt em setembro de 1942. Enquanto ali esteve, compôs 22 trabalhos, entre os quais sonatas, melodias para coros infantis, cantos como os Lieder der Trostung (Cantos de Consolação), para voz e quarteto de cordas.

Talvez a mais importante de todas as obras musicais compostas em Theresienstadt seja "Der Kaiser von Atlantis" (O Imperador de Atlantis), de Viktor Ullman e Peter Kien (1919-1944), concluída em outubro de 1944. A ópera é baseada nos horrores dos campos de concentração, fazendo uma analogia com personagens importantes do Reich e a situação vivida pelos judeus. Chegou a ser ensaiada várias vezes, mas teve a estréia cancelada por ordem das SS, já que o enredo se constituía numa grande paródia de Hitler e previa sua queda iminente. Um pouco antes da première de Der Kaiser von Atlantis, a maioria dos músicos foram deportados para Auschwitz, inclusive Viktor Ullman, assassinado
em outubro de 1944. Mas a partitura original foi salva por H.G. Adler, amigo de Viktor Ullmann, que sobreviveu ao Holocausto e foi morar em Londres.


Luciano Garay (Der Kaiser) Hernan Iturralde (Der Tod), tendo Marcelo Lombardero como regente no Teatro Colon, em 2006.


Passados alguns anos, Adler entregou a peça ao dirigente Kerry Woodward, que preparou uma nova versão, estreada mundialmente
em 1975.


Kurt Weill (Dessau, 2 de Março de 1900 - Nova Iorque, 3 de Abril de 1950) foi um compositor alemão, autor de numerosas canções e da Ópera dos Três Vintens, transposição da Ópera dos Mendigos de Pepusch.

Kurt Weill nasceu numa família judaica muito religiosa (o seu pai era cantor numa sinagoga), e mostrou talento musical desde tenra idade.

Estudou composição musical no Conservatório de Berlim com Ferruccio Busoni.

Colaborou com Bertolt Brecht em finais da década de 1920 na produção e criação de óperas e musicais, como Aufstieg und Fall der Stadt Mahagonny (Ascensão e Queda da Cidade de Mahagonny), Die Dreigroschenoper (A Ópera dos Três Vintens) e Os Sete Pecados Mortais (Die sieben Todsünden).

'A ópera dos três vinténs', com a cantora Lotte Lenya, no trecho da canção de Bárbara.


Os Sete Pecados Capitais:


Gottfried von Einem (Berna, 24 de janeiro de 1918 — Oberdürnbach, 12 de julho de 1996) foi um compositor austriaco. É conhecido principalmente pela suas óperas, influenciado pela música de Stravinsky e Prokofiev, bem como pelo jazz. Ele compôs peças para piano, violino e órgão.

São suas óperas: Dantons Tod, Der Prozeß, Der Zerrissene, Kabale und Liebe, Der Besuch der alten Dame, Jesu Hochzeit,
Der Tulifant, Luzifers Lächeln.

Dantons Tod:



Bernd Alois Zimmermann (20 de março, 1918 - 10 de agosto, 1970; nome completo Bernhard Alois Zimmermann) foi um compositor alemão ocidental do "pós-Segunda Guerra Mundial". Ele é conhecido pela sua ópera Die Soldaten que é considerada uma das mais importantes óperas do século XX.

"Die Soldaten" (1965),baseado no drama de Jakob Michael Reinhold Lenz (1751-1792).


Sua música emprega uma ampla gama de métodos.


György Sándor Ligeti (Dicsőszentmárton, 28 de maio de 1923 — Viena, 12 de junho de 2006) foi um compositor húngaro judeu, amplamente
considerado como um dos mais notáveis compositores de música erudita do século XX. Sua obra mais famosa é a ópera "Le Grand Macabre".

Opera em 2 atos, baseda na "La balade du Grand Macabre" de Michel de Ghelderode.
Na primeira cena, num set imaginário de Breughelland , um casal de lésbicas fazem amor.

Também é conhecido por algumas músicas das trilhas sonoras de filmes como 2001: Uma Odisséia no Espaço e Eyes Wide Shut.


Hans Werner Henze nasceu em 1º de julho de 1926 em Gütersloh, no Estado alemão de Vestfália. Resolve estudar música contra a vontade dos pais. Ainda adolescente, sente-se atraído pelas composições modernas.

Foi um dos principais compositores alemães da segunda metade do século XX. Durante a sua formação musical, o nazismo estava no poder e, conseqüentemente, o modernismo estava banido.

É recrutado aos 18 anos para lutar na guerra, como soldado alemão, mas é transferido para o setor de cinema de propaganda. Depois ficou preso num campo inglês, e só retomando em 1946 os seus estudos de música.

Com o fim do regime, passa a sofrer influência de Debussy, Richard Strauss, Bartók, Stravinsky, Schoenberg e Weill, entre outros. Muda-se para a Itália e isto coincide com a explosão de Henze no meio mais propício a seu talento: o palco teatral. À ópera Il Re Cervo (1953-62) segue-se o sucesso de Der Prinz von Homburg, Der junge Lord – textos adaptados pela autora austríaca Ingeborg Bachmann–, Elegy for young lovers e The Bassarids (encomendada pelo Festival de Salzburgo de 1964) – ambas com libreto de W.H. Auden, também colaborador de Igor Stravinsky.Com a ópera Boulevard Solitude, revela seu próprio estilo e torna-se conhecido.

A ópera moderna Pollicino, baseada nos contos de Collodi, Grimm and Perrault, de 1980. A cena do vídeo se passa numa floresta.




Sua linguagem harmônica, que se orientou dentro do serialismo durante os primeiros anos, ficou mais lírica depois que, nas décadas de 50 e 60, passou longos períodos na Itália. As Musas da Sicília, por exemplo, é uma de suas obras mais tranqüilas e sensuais. A partir de 1968 tornou-se revolucionário de esquerda. Foi para Cuba, onde produziu uma série de peças de temática política.

São suas óperas: Boulevard Solitude (1952), ópera; König Hirsch (1952), ópera; As Musas da Sicília, ópera;Elegie für jung Liebende (1959), The Bassarids (1965), ópera.

A ópera Boulevard Solitude.


Aribert Reimann (Berlim, 4 de março de 1936) é um compositor de ópera e pianista alemão. Sua versão do Rei Lear, foi escrito por sugestão de Dietrich Fischer-Dieskau, que cantou o papel títular.

"Lear" é uma ópera em dois atos,com música de Aribert Reimann (1936), e libreto de Claus H. Henneberg, baseada na tragedia "King Lear", de Shakespeare.


Levic

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Ópera - Tcheca, Polonesa, Brasileira- Séc.XIX

Ópera Tcheca
Bedrich Smetana (1824 - 1884)Sua obra mais famosa é " O Moldava" (Vltava) do poema sinfônico "Minha Pátria" (Má Vlast). A maior parte da obra musical de Smetana é composta por peças de temática folclórica e nacionalista.

Notabilizou-se também como compositor de óperas, todas com libreto em checo, a saber: "Braniboři v Čechách (Brandemburgueses na Boêmia); Prodaná Nevěsta (A Noiva Vendida); Dalibor; Libuše; Dvě Vdovy (As Duas Viúvas); Hubička (O Beijo); Tajemství (O Segredo).

"A Noiva Vendida" foi considerada o protótipo da ópera folclórica e marcou Smetana como nacionalista, diante das críticas de que ele era mais wagneriano do que músico russo. Isso o irritou bastante, mas graças a essa ópera ele foi reconhecido como músico patriota.

A abertura é imensamente popular como peça de concerto e de alegria com os seus trinados que abrem o espetáculo de maneira irresistível.
"The Bartered Bride" ou "Prodaná Nevesta" ou " A Noiva Vendida" na sua abertura peça condução de
Mariss Jansons.





Da mesma ópera uma ária cantada por Lucia Popp.


Antonín Dvorák (1841 - 1904) foi um compositor checo do período romântico que usou nas suas obras muitas melodias populares da Morávia e da sua Boêmia natal. É um compositor com larga lista de composições muito bonitas e românticas.

No que se refere às óperas ele fez "King and Charcoal Burner" (Král a uhlíř); The Stubborn Lovers (Tvrdé palice); Vanda, 1875; The Cunning Peasant (Šelma sedlák);Dimitrij; The Jacobin; The Devil and Kate (Čert a Káča); Rusalka; Armida.

Após seis meses de ele ter completado sua comédia "Catarina e o Diabo", Dvorak anunciou que estava à procura de um novo libreto. Um jovem de 31 anos , Jaroslav Kvapil, lhe procurou com um texto pronto e assim foi feita Rusalka , cujo tema afastava-se muito dos temas populares em Praga na época.

Mas Rusalka é uma obra- prima de lirismo na história da ópera tcheca. A sua última ópera, Arminda, ele escolheu um libreto quase barroco, o que é bem curioso, tendo em vista as pressões para música nacionalista.

Rusalka


Ópera Polonesa
Stanislaw Moniuszko ( 1819 - 1872) foi um compositor polonês, autor de canções, operetas, balés e óperas da era romântica. Considerado o fundador da ópera nacional polaca.

Escreveu cerca de 20 óperas , entre as quais figuram Halka, Hrabina, Stranszny dwor, 6 missas, um Requiem, 4 Litanie ostrobramskie, cantatas, 270 melodias.
,Das suas óperas a mais famosa é Halka, cujo libreto de Wlodimiersz Wols, com base na história de K.W. Wojcicki.

Abertura de "Halka".


Esta ópera ele fez aos 25 anos, a qual conta a história da paixão de uma camponesa pelo proprietário das terras onde vive, que a abandona para casar-se com uma jovem de sua posição social. Halka, a camponesa, enlouquece, acabando por se afogar numa corredeira da montanha, perto da igreja onde se desenrola o casamento.

Ópera Brasileira
Antonio Carlos Gomes ( 1836 - 1896) Em 4 de setembro de 1861 vai à cena a primeira ópera de Carlos Gomes, ¨A Noite do Castelo¨, sob a regência do próprio compositor, com versos de Antonio José Fernandes dos Reis, baseados no poema homônimo de Antonio Feliciano de Castilho, no Teatro Lírico Fluminense.

Em 15 de setembro de 1863 estréia sua segunda ópera, ¨Joana de Flandres¨, no Teatro Lírico Nacional, sobre libreto original de Salvador de Mendonça. Já agraciado pelo Imperador com a Ordem da Rosa, e após grande êxito, Carlos Gomes recebe uma pensão para ir estudar na Europa.

Apresentação da ópera "Joanna de Flandres"


Em 8 de dezembro de 1863 partia para a Itália, com o objetivo de cursar o Conservatório de Milão. Entrou para a classe do Maestro e compositor operístico Lauro Rossi. Três anos depois, Carlos Gomes recebia o diploma de Maestro e Compositor.

Em 19 de março de 1870 estréia no Teatro Alla Sacla sua terceira ópera, a primeira escrita na Itália: ¨Il Guarany¨, baseada no romance homônimo de José de Alencar, com libreto inicial de Antonio Scalvini, terminando por Carlo d´Omerville, grande sucesso de crítica e público. Logo após sua estréia, foi encenada em todas as principais capitais européias. Por esse sucesso, recebe o título de Cavaleiro da Ordem da Coroa.

Em agosto desse ano retorna ao Brasil. No Rio de Janeiro é recebido como herói, ovacionado publicamente. Organiza então, a estréia nacional do ¨Il Guarany¨, levada a efeito no Teatro Lírico Fluminense a 02 de dezembro de 1870.

Trecho da ópera " O Guarani", cantada por Elis Regina.


Sergio Chnee e Orquestra Petrobrás Sinfônica -- Abertura da Ópera "O Guarani" --


Adriane Queiroz e Richard Bauer cantando o dueto "Sento una forza indomita" do 1º Ato de "Il Guarany", de Carlos Gomes. Regência : Roberto Duarte - Belém - 2007


Segunda parte do bailado do 3º Ato de Il Guarany, de Carlos Gomes. Coreografia : Ana Unger - Regência : Roberto Duarte - Belém - 2007


Em 16 de fevereiro de 1873, no Teatro Alla Scala de Milão, estréia a ópera ¨Fosca¨, com libreto de Antonio Ghislanzoni, tendo obtido um sucesso menor.

O dueto da ópera "Fosca".


Em 21 de março de 1874 estréia no Teatro Carlo Felice de Gênova sua ópera Salvator Rosa e em 27 de março de 1879, no Teatreo Alla Scala de Milão sua ópera Maria Tudor.

Soprano Eliane Coelho canta a ária "O miei notti d'amor" da ópera "Maria Tudor", em Viena,2006.


Da ópera "Maria Tudor", o Finale do Atto II "Vendetta! Vendetta! Vendetta!", com Eliane Coelho (Maria Tudor) The Sofia National Opera Orchestra & Chorus Luiz Fernando Malheiro.Ver no link abaixo.

http://www.youtube.com/watch?v=rZb9Xos6SRY

Em 1880, de volta ao Brasil, dirige na Bahia, as encenações de ¨Il Guarany¨ e ¨Salvator Rosa¨, logo em seguida tendo ido ao Rio de Janeiro com os mesmo propósitos e realizações.

Nesse ano, ainda na Bahia, faz apresentar a estréia de seu ¨Hino à Camões¨, realizada no Teatro São José.

Em novembro desse mesmo ano retorna à Itália e lá permanece por dois anos, trabalhando febrilmente em vários libretto, os quais jamis serão terminados.

Volta novamente ao Brasil em 1882 e, a partir de então, passa a viver parte do tempo em seu país natal e parte no seu país de adoção e glórias. Nesse ano realiza uma execução pelo norte do país com muito sucesso.

A 7 de setembro nasce sua filha Ítala Maria, que irá escrever sua biografia. Em 1883 inicia a composição da ópera ¨Lo Schiavo¨, com libreto de Rodolfo Paravicini, a qual estréia no Teatro Lírico do Rio de Janeiro, sob o patrocínio da Princesa Isabel (a quem é dedicada) a 27 de setembro de 1889.

"Alvorada", música brasileira no alvorecer do séc.XX de Antônio Carlos Gomes, abertura da ópera Lo schiavo (O escravo), baseada numa história do Visconde de Taunay, com libreto de Rodolfo Paravici.


Com a proclamação da República, a 15 de novembro desse ano, Antonio Carlos Gomes perde o apoio oficial que sempre obteve do Imperador Pedro II e, também a esperança de tornar-se diretor do Conservatório de Música do Rio de Janeiro, devendo, por isso, ter de retornar a Milão a fim de, conseguindo novas encomendas, tentar acertar as suas já inúmeras dificuldades financeiras.

Doente e em situação financeira muito delicada, escreve seu último trabalho completo, o que ele próprio chamou Poema Vocal Sinfônico denominado ¨Colombo¨, um oratório em quatro partes para coro, solistas e orquestra, escrito para comemorar em 1892, o quarto centenário do descobrimento da América, sobre o poema de Albino Falanca.

Em 1894 recebe uma proposta de trabalhar pelo novo governo brasileiro republicano que concorda em lhe pagar 20000 libras, pela composição do Hino da República. Dizendo-se fiel ao Imperador deposto, e sobretudo, monarquista, recusa e não recebe o dinheiro.

Falece aos 60 anos, vitimado pelo tumor maligno, em 16 de setembro de 1896. Os funerais foram grandiosos.

Levic

terça-feira, 1 de setembro de 2009

O Romantismo na Música


Encontrei este site http://www.lebizarre.com.br/forum/forum_posts.asp?TID=69&PN=1 , chamado "Fórum Lebizarre : Historia da Música", que simplesmente achei maravilhoso o seu resumo sobre o romantismo na música.

Peço com toda admiração e respeito que me licencie para transcrever parte do seu texto, que eu não faria melhor. Se houver algum constrangimento, peço desculpas pela minha ousadia e eu posso retirar imediatamente. Mas é que vale a pena colocá-lo no meio dos meus posts, bem no momento que encerro a era do Romantismo. Ei-lo:

"A Revolução Francesa não mudou apenas o regime político da França. Abalou a Europa inteira e repercutiu em todo o mundo, sob a forma de um surto de liberalismo. Nos primeiros anos do século XIX, os Direitos do Homem, a democracia e a liberdade de expressão tomavam conta da mentalidade européia, modificando os seus critérios de valor."

"Por toda parte o espírito religioso passava a um plano de fundo. Por toda parte a arte se desligava das amarras do passado. E pouco a pouco a música deixava os salões, pondo-se ao alcance do povo, apresentada nas casas de concerto."

"Os compositores passaram a colorir suas peças com produtos da cultura popular, mas o subjetivismo se impôs como a principal característica da música Romântica. A estilização ganhou um ar de defeito: diminuía a força da expressão individual."

"Paganini (1782-1840) encarnava bem essa nova ideologia artística, colocando em destaque a sua figura estranhamente feia para enfatizar o seu virtuosismo "diabólico"."

"Em seus seiscentos lieder, Schubert (1797-1828) expunha a sua natureza terna e delicada. Mendelssohn (1809-1847) contava através da música as suas impressões de viagem, nas sinfonias Italiana e escocesa."

"Na Itália, a ópera aderiu ao romantismo e, conseqüentemente, teve que reformar os padrões de interpretação até então vigentes. Agora, o cantor tinha que se dar inteiramente ao público e empolgá-lo também por seu próprio talento teatral."

"
Profundamente influenciados por textos literários, Rossini (1792-1868), Bellini (1801-1835) e Donizetti (1797-1848) tornaram-se os senhores da criação operística romântica, que logo cruzou as fronteiras italianas e se popularizou em outros países. No entanto, as guerras contra Napoleão parecem ter exacerbado a consciência nacional dos povos europeus, levando-os à busca de formas próprias."

"A primeira reação à música lírica da Itália partiu de Carl Maria von Weber (1786-1826), que germanizou a ópera, inspirando-se na época medieval e na mitologia da Alemanha."

"Seu herdeiro seria Richard Wagner (1813-1883), que, em busca de "uma obra de arte integral", criou o Drama Musical. Este reunia a pintura, a poesia e a arquitetura, além da música. Mas, não contente com um drama isolado, Wagner compôs então uma Tetralogia (conjunto de quatro dramas). As suas experiências no campo tonal deram à obra wagneriana uma tal originalidade que se criou para os demais compositores românticos um problema: ou seguiam Wagner ou lutavam contra ele."

"Na França, Giacomo Meyerbeer (1791-1864) optou pela criação monumental, desenvolvendo a Grande Ópera. Jacques Offenbach (1819-1880) preferiu a leveza e criou a opereta."

"O realismo e a intensa força dramática das óperas do italiano Giuseppe Verdi (1813-1901) celebrizaram-no em pouco tempo e sua influência estendeu-se a músicos românticos de todo o mundo.
Carlos Gomes (1836-1896) foi um deles."

"Durante muito tempo a Europa vivera sob a influência da música da Itália, que só foi atenuada pelo barroco de Händel e Bach. A ópera romântica de Weber e o drama musical de Wagner eliminaram esse monopólio italiano.

"Mas em compensação criou-se outro na Alemanha, pelo fato de traçar as linhas mestras que orientavam o romantismo."

"Em Paris, onde se refugiara da ameaça do czarismo russo, o polonês Frédiric Chopin (1810-1849) ganhou fama tocando ao piano as
mazurcas e polonaises que compunha, numa evocação dos ritmos típicos de sua terra."

"Por volta da mesma época, um prodigioso pianista húngaro chamado Franz Liszt (1811-1886) percorria o continente encantando as platéias com a agilidade rítmica das suas Rapsódias Húngaras.


Inspirado pela brilhante arte orquestral do seu contemporâneo Hector Berlioz (1803-1869), introduziu o poema sinfônico, cujas liberdades de forma levaram-no a um dos primeiros planos no panorama romântico."

"Na Rússia, Michail Glinka (1804-1857) liderou um movimento nacionalista que originou o famoso Grupo dos Cinco: Rimsky-Korsakov(1834-1908), Cesar Cui (1835-1918), Balakriev (1837-1910), Borodin (1833-1887) e Moussorgsky (1839-1881). Afastando-se da música ocidental, esses imaginosos autodidatas buscaram deixar de lado o sistema tonal tradicional para cultuar os exóticos sons modais da música sacra eslava e do folclore russo."

"Pyotr Ilitch Tchaikowsky (1840-1893) também buscou dar à música da Rússia uma expressão autêntica. Mas fêz o contrário dos "Cinco", assimilando da música ocidental de Mozart, Berlioz, Liszt e Délibes muitos elementos que fundiu com os do patrimônio cultural russo nas suas composições."

"A Tchecoslováquia teve dois representantes notáveis do romantismo nacionalista: Bedrich Smetana (1824-1884) e Antón Dvorak (1841-1904)."

"Na Noruega, foi durante esse período que surgiu o maior dos seus compositores: Edvard Grieg (1843-1907). O mesmo ocorreu na Finlândia com Jan Sibelius (1865-1957), considerado o expoente máximo da música naquele país."

"O exotismo e a riqueza dessa música de raízes folclóricas foram sem dúvida fatores importantes para a elevação do romantimo ao seu nível mais alto. E a reação de Johannes Brahms fôra romântico quando jovem, mas a obra de Bach mudou-lhe as idéias, tornando-o um antiwagneriano ferreno, na maturidade."

"Outro notável compositor do romantismo foi o belga César Franck (1822-1890), criador da forma cíclica, pela qual constrói uma obra inteira, baseando-se num único tema."

"Vicent D'Indy (1851-1931), Chabrier (1841-1894) e Fauré (1845-1924) fizeram evoluir as concepções do mestre em obras marcadas pela irregularidade intencional de ritmo e harmonia, as quais já preludiavam o fim do Romantismo."

Assim, a época do romantismo ficou bem amarrada nestas explicações.

Levic

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Ópera Francesa - romantismo - continuação

Jacques Offenbach (1819- 1880) foi considerado pela crítica como o "Liszt do violoncelo", e ele não só se dedicou a compor várias obras para esse instrumento, bem como participou de uma série de concertos nas principais capitais européias.

Na corte londrina, apresentou-se para a Rainha Vitoria I e o príncipe Alberto.

Mas o que lhe trouxe fama foram as suas operetas (óperas alegres) que satirizavam as fragilidades políticas da época (Napoleão III). Sua primeira opereta foi "Pepito", em 1844.

Em 1875 já havia composto 90 operetas, sendo a maioria delas com libreto do escritor francês Ludovic Halévy. Suas obras mais famosas são “Orfeu no Inferno”(1858), com o seu famoso cancam, “Os Contos de Hoffmann(1880) que tem a famosa barcarolas." Os Contos de Hoffmann" pode ser considerado como uma ópera.

Natalie Dessay canta da ópera "Contos de Hoffmann" o trecho de "Les oiseaux". Ver link abaixo:
http://www.youtube.com/watch?v=e1k5l4oiCEc

A soprano Liudmilla Shiikhova canta a ária de Olympia (Canto da Boneca) da ópera "Contos de Hoffmann".


A brasileira Carla Mafioletti, integrante da Cia de André Rieu, canta a mesma ária da boneca. Confira:


Orfeu no Inferno("Orphée aux Enfers") é uma opereta que fez e faz muito sucesso.Foi apresentada em São PAulo, dirigida por Mauro Wrona, em 2007 esta opereta,já com tradução. Acho que a amostra é necessária ver.
Em primeiro vamos ver o Dueto da Mosca, com a soprano Gabriella Rossi e o barítono Pedro Ometto.


Agora é o Dueto do Concerto com a soprano Gabriella Rossi e o tenor Luiz Guimarães.
Versão brasileira da ópera "Orphée aux Enfers" de J. Offenbach, apresentada pelo Projeto Ópera Estúdio da ULM, dirigido por Mauro Wrona.
Com a Orquestra Jovem do Estado de São Paulo, sob a regência de João Maurício Galindo.
Apresentada em Novembro de 2007, no Theatro São Pedro, São Paulo.


O famoso CanCan.


Com as suas operetas ele serviu de gênero para J.Strauss Fº, Arthur Sullivan e Franz Lehár. Offenbach não consueguiu ver a estréia dos “Contos de Hoffmann” pois faleceu antes.

Georges Bizet( 1838- 1875), Georges Alexandre César Léopold Bizet foi um compositor francês da época do romantismo. Suas obras mais conhecidas são as óperas "Carmen" e "Les pêcheurs de perles" ("Os pescadores de Pérolas"). "Carmen" tem sucesso até hoje e é considerada uma obra revolucionária.
Julia Migenes canta Carmen, na mais famosa ária.


Joanna Touliatou e Franco Tenelli na famosa "Seguidille" da ópera Carmen.


Em 1857, Bizet obteve o primeiro prêmio do Prix de Rome, uma competição instituída na França na categoria de composição musical, e que lhe valeu uma estadia de 3 anos na Itália.

Regressou a Paris em 1861 e, apesar de ver o seu talento reconhecido por muitos, raramente obteve o sucesso que almejava.

A primeira obra a ganhar popularidade foi a música incidental da peça "L'Arlésienne", composta em 1872, apenas 3 anos antes da morte do compositor.

Jules Massenet (1842- 1912) consolidou-se como compositor com a apresentação do oratório” Marie-Madaleine”, em Paris. Ele compôs, além de balés, suítes sinfônicas, concerto para piano e várias melodias, 26 óperas.

São por estas últimas composições que Massenet ficou conhecido, destacando-se “Manon” (1884), “Le Cid” (1885), “Werther” (1892), “Thaïs” (1894) e “Don Quichotte” (1910).

Outros links afins:
http://operaedemaisinteresses.blogspot.com/2008/12/fleming-protagonista-de-thas-de-jules.html
http://pt.wikipedia.org/wiki/Tha%C3%AFs
http://www.sabercultural.com/template/musicas/MassenetMeditacaoSolo.html
http://200.194.222.32/produto/6/21435254/jules+massenet:+manon-+importado+-+duplo

O vídeo mostra o começo do 1ºAto de Manon, apresentada em Viena em 2007, com Anna Netrebko.

Ambroise Thomas, (Charles Louis) ( 1811 - 1896) foi um compositor de ópera e professor de música, conhecido pelas suas óperas, "Mignon" (1866), "Hamlet" (1868, de Shakespeare) e como diretor do Conservatório de Paris (1871-1896). Escreveu inúmeras óperas e outras composições musicais, como também música para balé.

A ária "Je suis Titania", cantada por Ruth Welting da ópera "Mignon".


Da mesma ópera e ária "je suis Titania la Blonde",canta a soprano francesa Annick Massis.Ver no link:http://www.youtube.com/watch?v=ffAvVf4_jOM

Leo Delibes(1836-1891), Clément Philibert Léo Delibes é o maior compositor francês de música para balé. Especializou-se nas óperas cômicas e operetas (de temáticas leves), embora tenha sido reconhecido também pelas suas óperas sérias.

Só depois de muitos estudos e composições, teve sua chance em ser fazer reconhecido com a apresentação, em 1866, da sua obra “Alger” para Napoleão III, que o aplaudiu.

Estreou a ópera "Lakmé" (1883), umas das mais brilhantes e elogiadas. Essa obra ganhou rápida notoriedade e ficou, à época, tão famosa quando "Carmem", de Bizet.

A ária chamada de 'Mallika, Viens ...' da ópera'Lakmé', apresentada em animação.Ver abaixo:


Amira Selim canta a ária de Lakmé "Les fleurs me paraissent plus belles..Pourquoi" no ato 1º.

Vale a pena ver outros trechos da ópera:

http://www.youtube.com/watch?v=QpbZvszWs1I

http://www.youtube.com/watch?v=CX-6Ej2lnwg&feature=player_embedded
http://www.youtube.com/watch?v=gkc4zYUp9A4
http://www.youtube.com/watch?v=bsCp6iP7KrA
http://www.youtube.com/watch?v=ju-oCQxZ9hs

E por último Anna Netrebko com Elina Garanca:


Sua última ópera, "Kassya", foi orquestrada por Jules Massenet, após sua morte. Delibes morreu em Paris, de causa desconhecida.

Jacques-François Fromental Elias Halévy (1872-1962) nasceu em Paris, numa família judaica com raízes na Espanha pré-inquisitória. Ele ingressou no conservatório aos 11 anos e tornou-se o aluno favorito do compositor italiano operístico Cherubini.

Ao vencer o prestigioso Prix du Rome em 1819, o jovem pôde viajar à Itália e, mais tarde, à Viena, onde conheceu Beethoven.

Apesar de suas obras atualmente terem sido esquecidas, já foi considerado uma das principais figuras artísticas da França. No decorrer de sua carreira, ele escreveu 40 óperas, abarcando diversos gêneros musicais.

Ao lado de Meyerbeer e Auber, foi um dos compositores mais importantes e bem sucedidos do período da Grand Opéra.

Halévy continuou produzindo óperas de grande sucesso durante o resto de sua vida, incluindo “Charles VI”,” La Reine de Chypre”,” La guittarerro “ e “Jaguarita l’Indienne”. Não obstante, quase nenhuma obra de Halévy conquistou cadeira permanente no repertório operístico internacional.

Halévy gozou de uma vida social ativa e muitas honrarias públicas, incluindo o posto de secretário permanente do Instituto de France. Bizet, o criador de Carmem, foi seu genro. Halévy também era escritor, com livros publicados sobre uma variedade de assuntos. Ele morreu em Nice, aos 63 anos de idade.

Adolphe Charles Adam (1803 - 1856) foi um compositor francês. Estudou e trabalhou em Paris, no Conservatório desta cidade, de 1829 a 1852. Estreou inúmeras óperas cômicas, de que “Le Postillon de Longjumeau” (1836), “Le Toréador” e “Si j' étais rói “(1852) são exemplos.

"Mes amis, écoutez l'histoire.."da ópera “Le Postillon de Longjumeau”.Ver no link:
http://www.youtube.com/watch?v=wuSEA9npjXg

Nicolai Gedda como "Chapelau" na ópera "Le postillon de Lonjumeau",com a "The Royal Opera of Stockholm"em 1952.


Édouard-Victoire-Antoine Lalo (1823 -1892) foi um compositor francês de ascendência espanhola.

Participou na sua juventude, na atividade musical do conservatório da cidade. Aos 16 anos, estudou no Conservatório de Paris e durante vários anos, trabalhou como professor, em Paris.

Lalo despertou o seu interesse pela ópera que o levou a compor obras para o palco.

Sua ópera "Le Roi d'Ys" tem uma bela ária cantada aqui no vídeo por Florian Laconi.



Morreu em Paris com 69 anos de idade, com várias obras inacabadas.


Alexis Emmanuel Chabrier
(1841 -1894) foi um compositor francês da era romântica.Chabrier estudava piano como amador desde os seis anos de idade, e mostrava-se muito habilidoso como compositor, mas seu pai obrigou-o estudar Direito.

A sua vida profissional começou com um cargo no Ministério do Interior em 1862.

Mas em 1879 visitou a Alemanha e ao assistir à ópera Tristão e Isolda, de Richard Wagner, ficou muito impressionado com a obra, e decide se dedicar inteiramente à música, pedindo demissão do ministério em que trabalhava.

No período em que estava trabalhando no ministério, Chabrier compôs suas primeiras óperas:” L'Étoile”, em 1877, e “Une Éducation manquée”, em 1879.

Stéphanie d' Oustrac canta a ária de Lazuli da ópera-bufa L'étoile.


Era um típico homem de cultura do romantismo. Partilhava com os parnasianos um espírito de humor na sua visão crítica da sociedade, privando com os grandes mestres da pintura impressionista como Renoir, Monet e Manet e na música recebeu a influência de diversos compositores franceses, principalmente de Claude Debussy, Maurice Ravel e Francis Poulenc.

O estilo de Chabrier é muito variado: harmonias de ópera wagneriana, espírito melódico de opereta, melodias tradicionais, criações divertidas.

Há de tudo um pouco nas suas óperas, peças orquestrais, obras para piano, canções e outras obras vocais.

E assim essa tendência do romantismo que se manifesta nas artes , na literatura , na música nasce na Alemanha, e depois na Inglaterra e na Itália, mas é na França que ganha força e é de lá que se espalha pela Europa e pelas Américas.

Opõe-se ao racionalismo e ao rigor do neoclassicismo. Caracteriza-se por defender a liberdade de criação e privilegiar a emoção. As obras valorizam o individualismo, o sofrimento amoroso, a natureza, os temas nacionais e o passado.

Levic